A ideia de adiar os exames do final do ano letivo chegou a ser avançada por associações e confederações de pais e encarregados de educação, a fim de compensar os alunos que estiveram sem professores neste primeiro mês de aulas, mas o secretário de Estado Casanova de Almeida descartou a proposta.

“Não me parece que seja a solução adiar exames”. Foi desta forma que o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar respondeu esta segunda-feira ao Observador, à margem da cerimónia de abertura da “Semana da Educação”, promovida pela Câmara de Cascais, acrescentando que nem essa hipótese, nem a de encurtar férias “se colocou sobre a mesa até à data”.

Então que medidas serão adotadas pelas escolas? Casanova de Almeida disse que será preciso esperar que os diretores façam o “levantamento das situações e façam propostas”, ainda que “o caminho apontado como natural passa por completar horários de docentes e por coadjuvação (dois professores na sala)”, rematou o governante, reiterando que o MEC está “disponível para ajudar os diretores”.

Ministério não sabe quantos professores faltam nas escolas

Filinto Lima, vice-presidente do Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, e diretor de um agrupamento de escolas com contrato de autonomia, explica que antes de propor uma solução para os alunos será preciso concluir a tarefa de colocação de docentes, que esta segunda-feira iniciou uma nova fase – a da bolsa de contratação de escola (BCE) continua – e que já permitiu colocar alguns professores ao longo do dia.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Questionado sobre quantos docentes ainda estão em falta nas escolas, Casanova de Almeida disse não ter esses números, uma vez que um só professor pode preencher vários horários que, “nesta altura são sobretudo horários reduzidos”.

O governante diz que a resolução deste problema “vai depender da aceitação dos professores”, mas acredita que “no final desta semana haverá apenas casos residuais de falta de professores”, como “há, aliás, todos os anos ao longo do ano letivo, com baixas de docentes por motivos de doença e maternidade”.