Vaticano

Papa Francisco mandou investigar escândalo sexual em diocese italiana

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O Vaticano quer apurar se as suspeitas que recaem sobre uma diocese italiana são verdadeiras: os padres 'playboys' são acusados de posarem nus para sites gays e de roubarem os cofres da Igreja.

Desde que foi nomeado Papa, Jorge Mario Bergoglio tem feito do combate contra as práticas criminosas no seio da Igreja uma das suas prioridades

ALESSANDRO DI MEO/EPA

A diocese católica de Albenga-Imperia, na Liguria, norte de Itália, está debaixo do olhar atento do Vaticano. O motivo? Alguns dos padres desta diocese terão publicado fotos, nus, em sites gays. Mas o escândalo não fica por aqui: terão também desviado dinheiro dos cofres da diocese e assediado membros da paróquia. O papa Francisco decidiu, por isso, enviar o comissário Adriano Bernardini para apurar se as suspeitas são verdadeiras.

Além de posarem nus para sites gays e de desviarem fundos da Igreja, os sacerdotes ‘playboys’, como os descreve o The Telegraph, terão vivido uma vida paralela, não inteiramente concordante com os valores católicos tradicionais. Alguns tatuavam os corpos, festejavam até altas horas da noite e alguns terão mesmo vivido abertamente com os seus parceiros.

Estes episódios terão ocorrido sobre a liderança de Mario Oliveria, ainda que o bispo de 70 anos não tenha participação direta no caso. Todavia, a sua decisão de acolher vários padres com um passado duvidoso, quando não criminoso, é vista como algo irresponsável pelo Vaticano.

Um dos padres desta diocese, por exemplo, foi considerado culpado de ter organizado uma rede de prostituição e outros sacerdotes envolveram-se em redes de pornografia infantil. O caso mais conhecido é o de Luciano Massaferro, padre francês, considerado culpado de abusar de um jovem acólito e sentenciado a quase oito anos de prisão. No entanto, o líder da diocese italiana sempre o defendeu.

Existe ainda o caso da médica Luisa Bonello, uma das vítimas do assédio sexual perpetrado por membros da diocese, que, depois de denunciar a sua situação ao Papa Francisco, numa carta enviada em fevereiro deste ano, cometeu suicídio no mês passado.

O bispo Mario Oliveria e o Vaticano recusaram-se a comentar o caso, quando confrontados pelo La Repubblica e pelo The Telegraph, respetivamente, com o argumento de que esta “não era a altura certa” e de que “deviam esperar pelo fim da investigação”. Para já, e de acordo com o jornal Il Secolo XIX, Mario Oliveria vai ser substituído num futuro próximo por um bispo auxiliar.

 

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