Realizaram-se 78 voos da TAP até ao meio-dia deste sábado, garantiu uma porta-voz da empresa. Destes, dois foram assegurados por equipas de cabine que compareceu ao trabalho. Entre os serviços mínimos decretados pelo Conselho Económico e Social, pelos voos operados pela Portugália, pelos voos que regressam à base e outros, cujo horário de partida é alterado para fora do período da greve, a companhia prevê realizar um total de 135 voos. A transportadora diz também que já foi encontrada solução para cerca de metade dos 2.500 passageiros que na sexta-feira à noite ainda não tinham sido contactados.

Ao início da manhã, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) garantiu que nenhum tripulante de cabine da TAP se tinha apresentado no aeroporto de Lisboa, no segundo dia de greve para exigir cumprimento do acordo de empresa, mas acabaram por aparecer equipas que asseguraram a realização de dois voos. Ainda sem números disponíveis sobre a adesão à greve, o dirigente sindical Nuno Fonseca disse à agência Lusa que “o único indicador” que o sindicato dispõe de momento “é o de que, desde o início da greve, à meia-noite, não houve nenhum tripulante a apresentar-se no terminal de Lisboa”.

No primeiro dia de paralisação, na quinta-feira passada, a adesão foi de 90%, segundo o SNPVAC, o que obrigou ao cancelamento de 145 voos previstos para aquele dia, de acordo com a TAP. Para sábado, num total de 291 voos, a TAP prevê a realização de 135. O sindicato, no entanto, contesta o número. “Não são tantos voos”, referiu aquele elemento da direção do SNPVAC, esclarecendo que “são cerca de 120, como foi na quinta-feira”. “Desses 120 voos, na quinta-feira, não contando com os serviços mínimos, houve apenas sete voos a sair de Lisboa”, recordou.

A TAP tinha 30 mil reservas para sábado, tendo “grande parte destas sido transferidas para outros voos em resultado dos contactos estabelecidos pela TAP e pelos agentes de viagens”, afirmou um porta-voz da transportadora na sexta-feira à noite, acrescentando que, àquela hora, faltava “apenas resolver a situação de 2.500 passageiros cujo contacto não foi possível estabelecer”. A companhia garantiu, no entanto, que “estas situações serão resolvidas durante o dia de sábado, à medida que os passageiros se apresentarem nos diversos aeroportos”, onde a TAP reforçou as equipas para dar resposta aos pedidos. Entretanto, a companhia terá conseguido encontrar solução para cerca de metade dos passageiros afetados.

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A greve convocada pelo SNPVAC, filiado na UGT, tem como propósito exigir da TAP o cumprimento de acordo de empresa, em vigor desde 2006, designadamente o direito a um fim de semana de descanso de sete em sete semanas e um planeamento atempado das escalas de serviço. A paralisação dos tripulantes de cabine da TAP está repartida em dois períodos: o primeiro começou entre a meia-noite e as 23:59 de quinta-feira passada e continua durante sábado. O segundo será a 30 de novembro e 2 de dezembro.

No primeiro dia de paralisação, a TAP cancelou quase metade dos voos devido à greve dos tripulantes de cabine da transportadora, mas sem grandes aglomerações de passageiros nos aeroportos, porque a empresa garantiu ter conseguido avisar a maioria dos afetados. Na quinta-feira, realizaram-se 175 dos 320 voos previstos, o que corresponde a 145 voos cancelados devido à paralisação.