O Banco de Portugal foi uma das entidades que tirou partido do crédito fiscal ao investimento concedido a título extraordinário no ano passado, em nome da retoma da economia. De acordo com a lista de entidades beneficiárias da despesa fiscal do Estado em 2013, divulgada esta semana pelo Ministério das Finanças, o banco central teve uma dedução à coleta de cerca de um milhão de euros (990 mil euros), ao abrigo da legislação aprovada em julho do ano passado.

A instituição liderada por Carlos Costa teve ainda direito a um benefício de 572 mil euros a título de dedução de rendimento coletável pela majoração à criação de emprego, ao abrigo do estatuto de benefícios fiscais. No total, o Banco de Portugal teve direito a deduções e benefícios fiscais de cerca de 1,6 milhões de euros, estando na lista dos 100 contribuintes que mais incentivos receberam no ano passado.

O Observador questionou o banco central sobre qual foi o investimento que deu direito ao crédito fiscal e qual o número de postos de trabalho criados, mas não obteve resposta.

No setor financeiro, o crédito fiscal foi ainda usado pelo Banco Espírito Santo de Investimento (BESI), que teve um beneficio fiscal de 515 mil euros em 2013 e pela seguradora Allianz que teve um crédito de 556,4 mil euros.