Alfonso Diez era um homem desconhecido da imprensa até 2008, data em que começou o romance com Duquesa de Alba. Nesta data tornou-se conhecido e depressa foi apelidado de “oportunista” por todos aqueles que se opunham ao casamento entre os dois. De maneira a salvar a sua honra, bom nome, e a história de amor que queria viver aceitou renunciar a toda a herança e património que poderiam advir de um casamento com uma mulher da realeza e 24 anos mais velha.

Alfonso vivia em Madrid desde cedo, onde era funcionário da Segurança Social e vivia de forma desafogada com dinheiro de família. Conta a revista Hola que o casal se conheceu há já 30 anos apresentado pelo segundo marido de  Cayetana com quem depressa criou uma cumplicidade por ter ficado “fascinado com o caráter e sabedoria” da Duquesa. Nunca mais se terão visto, até ao ano de 2001 em que se cruzaram à saída do cinema e retomaram a amizade. A partir daí foram vistos em viagens, touradas, tardes de compras e em outras aparições públicas.

Esta relação de amizade depressa avançou para um noivado que durou três anos, altura em que se levantou a ofensiva cuja linha da frente era constituída pelos filhos da Duquesa. Poderia haver casamento desde que Alfonso Diez renunciasse à herança, em prova do amor que nutriam um pelo outro. Além disso, a herança de Cayetana foi distribuída ainda em em vida (a matriarca ficou apenas com o usufruto até à morte) e apenas contemplou a família direta:

  • Carlos Fitz-James Stuart y Martinez de Irujo (filho) recebe a Fundação Casa de Alba, os palácios de Lìria e Monterrey, a coleção de meia centena de ducados, condados e de outros terrenos pertencentes ao Marquês. A responsabilidade de preservar o legado histórico e monumental, fazendas rústicas entre elas um dos maiores latifúndios de Córdoba e casas para alugar.
  • Alfonso Martinez de Irujo, Duque de Aliaga (filho) ficou como um dos patronos vitalícios da Fundação da Casa de Alba, com parcelas rústicas e a fazenda do antigo castelo de El Tejado, em Salamanca.
  • Jacobo Fitz-James Stuart, Conde de Siruela, (filho) é fundador e diretor da prestigiada editora Siruela e ganhou algumas fazendas rústicas.
  • Fernando Martinez de Irujo, Marquês de San Vincente del Barco (filho) herdou a mansão de Las Cañas, em Marbelha e propriedades agrícolas.
  • Cayetano Martinez de Irujo, Conde de Salvatierra (filho) será o proprietário do palácio de Arbaizenea, en San Sebastián, de uma fazenda de 20.000 metros quadrados e um grande latifúndio em Sevilha.
  • Eugenia Martinez de Irujo, Duquesa de Montoro (filho) torna-se dona de Sa Aufabaguera, a mansão de Ibiza e de uma casa de La Pizana com 600 hectares em Sevilha.
  • Fernando Fitz-James Stuart y Solis (neto) herdou o palácio de Las Dueñas, em Sevilha.

Alfonso foi obrigado a renunciar, antes do casamento, ainda a pensões, títulos, usufruto ou qualquer tipo de honra futura. Casaram-se assim a 5 de outubro de 2011. Ao jornal ABC, a Duquesa explicou: “Dei aos meus filhos todo o meu legado, dos três terços, mas eu tenho o usufruto até falecer.”

Mas agora o que será feito do homem que caiu nas boas graças da família? Segundo o El Mundo, é um enigma. Sabe-se que Alfonso não vai receber dinheiro nem património mas deve aguardar-se a leitura oficial do testamento – ainda sem data confirmada. Depois de um casamento em que a única coisa que importava era a mulher, e por ter dinheiro de família e uma fortuna que foi construindo graças ao seu gosto pela arte, acredita-se que os filhos lhe possam dar permissão de usufruto de algum património.

Embora de acordo com o mesmo jornal, é “um homem de costumes tranquilos, e é previsível que regresse à solidão do seu apartamento em Madrid”- um apartamento de 94 metros quadrados – e deverá continuar a ter o título de Duque até à sua morte.