Crise no GES

Eurofin defende-se: “Nunca tivemos fotografia global do que se estava a passar”

O presidente da suíça Eurofin diz que a empresa não é mais do que um "pequeno" intermediário cuja dimensão não se compara ao BES nem ao GES. Nem ao Crédit Suisse, atira Alexandre Cadosch.

AFP/Getty Images

Os dirigentes do BES e do GES “não nos comunicam o que fazem, quais os seus objetivos e quais os seus parceiros. Nunca tivemos a fotografia completa quer das operações em estivemos envolvidos, quer do que se passava no GES e no BES“. É esta a defesa de Alexandre Cadosch, presidente da suíça Eurofin, uma sociedade financeira que intermediou operações financeiras do Grupo Espírito Santo que se revelaram ruinosas para o Banco Espírito Santo”.

O jornal Público entrevistou Alexandre Cadosch em Lausana, na Suíça, numa conversa de quatro horas que o jornal diz ter sido marcada por “muita tensão”. “Para quem está fora dos órgãos de gestão do grupo Espírito Santo, um conglomerado com muitos interesses, extensões a muitos países e posições em empresas, torna-se muito difícil ter a compreensão completa do que se passa”, afirmou Alexandre Cadosch na entrevista publicada esta quinta-feira. “A situação”, diz o presidente da Eurofin, é “complexa”.

O antigo quadro do GES chamou também a atenção para a “diferença de dimensão entre as instituições envolvidas nas operações em causa”. “O BES, o GES ou o Crédit Suisse têm uma enorme importância, enquanto o Eurofin é uma pequena instituição prestadora de serviços que nunca colocou os produtos diretamente junto dos clientes sejam particulares ou institucionais”, atirou Alexandre Cadosch.

O Crédit Suisse viu-se envolvido nos problemas do GES depois de o “The Wall Street Journal” noticiar que o banco suíço tinha constituído um conjunto de veículos financeiros sedeados em “offshores” e que acolheram dívidas do GES. Estes títulos viriam depois a ser empacotados e vendidos aos clientes do Banco Espírito Santo.

Alexandre Cadosch, que reconhece ter sido “visitado” pelo Banco de Portugal, garante que questionou algumas operações solicitadas por entidades da esfera de Ricardo Salgado, nomeadamente a relacionada com um suposto “saco azul” de 300 milhões que pode ter servido para pagar despesas não documentadas. Só Ricardo Salgado e os líderes do grupo podem explicar questões como esta, afirma Alexandre Cadosch, ao Público.

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