Muitos embrulhos rasgados e espalhados pelo chão, laços destruídos e caixas abertas. Esta é a visão que muitas crianças têm do momento que sucede à chegada do Pai Natal. É bom vê-las felizes, certo? Verdade, mas cuidado, porque um novo estudo da Universidade do Missouri mostra que os melhores pais não são os que dão muito – podem até estar a criar-lhes muitas dificuldades para a vida adulta.

Segundo o estudo, que relacionou a educação das crianças com os seus comportamentos de consumo em adultos, o que acontece é que se as crianças forem premiadas com bens materiais durante a infância, também quando crescerem vão ter essa necessidade. “E isso pode ser problemático”, explica a autora principal do estudo, Marsha Richins, ao DailyMail.

Esta vida adulta “problemática” pode traduzir-se numa associação direta do sucesso ao número de bens materiais que vai ter, ou acreditar que comprar certos produtos o vai tornar mais atraente. Fazendo-se uma relação com outro estudo da mesma autora sabe-se que adultos que se definem a eles e aos outros por aquilo que possuem têm tendência a ter problemas matrimoniais, mas também com o jogo e com dívidas – na prática, uma qualidade de vida muito mais baixa.

O mesmo estudo desaconselha ainda que os pais usem os presentes como compensação pelo tempo que não conseguem passar com os filhos. Ou como prémio ou castigo, porque o mais provável é que também acabe por gerar adultos que só valorizam bens materiais. A investigadora deixa um conselho tão simples como a mais básica regra da educação: dizer obrigado.

“É normal querer comprar coisas aos filhos, mas lembrem-se de os encorajar a serem agradecidos por aquilo que têm nas suas vidas. Cada vez que uma criança expressa a sua gratidão, torna-se mais consciente do quão afortunada é, o que abre caminho a tornar-se mais generosa e menos materialista.”