A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, afirmou, em entrevista à Antena 1 e ao Diário Económico, que, antes de ser acordada uma coligação pré-eleitoral entre CDS e PSD, o partido democrata-cristão deve, primeiro, definir um programa eleitoral autónomo. A governante acredita que o partido deve construir uma base que, depois, servirá como ponto de partida para as negociações com os sociais-democratas.
Assunção Cristas foi nomeada no último fim de semana a coordenadora do gabinete de estudos do CDS, num conselho nacional que Portas apresentou como sendo de marcação dos trabalhos de casa até às legislativas.
Portas e Passos Coelho têm evitado pronunciar-se sobre se farão uma coligação pré-eleitoral, a primeira entre os partidos desde 1979, atirando para mais tarde as negociações.
Na entrevista, Cristas pronunciou-se, ainda, sobre o fim das quotas do leite, uma medida que entrará em vigor a partir de 1 de abril de 2015. A governante desvalorizou os efeitos da medida no setor e garantiu que o ministério apoiará os produtores.
Ainda assim, a ministra da Agricultura acredita que os pequenos produtores têm, também, um papel importante no processo: devem apontar para internacionalização dos seus produtos, adaptar as suas produções a uma escala maior e procurar uma presença mais forte nas grandes superfícies. Isso passará sempre por produzir mais e melhor, afirmou Cristas.
A governante teceu, ainda, críticas àquilo que acredita ser uma excessiva concentração na área da distribuição e garantiu que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) vai estar atenta a eventuais violações da lei.