O chefe de uma vasta rede de tráfico de marfim no Quénia, que está entre as nove pessoas mais procuradas no mundo pela Interpol por “crimes contra o ambiente”, foi detido na Tanzânia, anunciou a procuradoria queniana. “Feisal Mohamed Ali foi detido por agentes da Interpol em Dar es Salaam” na segunda-feira à noite, indicou o ministério público (DPP) do Quénia num comunicado.

Empresário de Mombaça, Feisal Mohamed Ali foi acusado em junho depois da descoberta num armazém da cidade, a segunda maior do Quénia e a que possui o principal porto da África Oriental, de mais de duas toneladas de marfim, incluindo 228 defesas de elefante inteiras. Dois dos seus alegados cúmplices, Abdul Halim Sadiq e Ghalib Sadiq Kara, foram detidos, mas Feisal Mohamed Ali, suspeito de ser o chefe da rede, conseguiu fugir.

A Interpol lançou em outubro uma vasta operação, tendo como alvo 139 suspeitos de crimes ambientais fugidos e procurados por 36 dos 190 países membros da organização internacional de cooperação policial. Designada “Infra-Terra”, a operação é a primeira da Interpol que visa indivíduos procurados especificamente por crimes contra o ambiente.

Em novembro a Interpol lançou um apelo mundial ao público para ajudar a localizar nove dos suspeitos, entre os quais Feisal Mohamed Ali. O queniano é o segundo daquela lista que é detido depois do lançamento do apelo, após a interpelação na Zâmbia no início de dezembro de Ben Simasiku, um zambiano procurado por posse ilegal de marfim no Botsuana. Os restantes sete são procurados por diversos crimes, como descargas de resíduos tóxicos, tráfico de animais selvagens, caça furtiva, exploração ilegal de madeira ou pesca ilegal.