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Direitos Humanos

Muçulmano condenado a pena de morte na Mauritânia

Tribunal concluíu que Mohamed Cheikh Ould Mohamed insultou o profeta Maomé num artigo publicado em vários sites. A pena de morte naquele país não é aplicada desde a década de 80.

Mohamed Cheikh Ould Mohamed desmaiou em tribunal mal ouviu a sentença

AHMED EL HAJJ/EPA

Um jovem muçulmano da Mauritânia julgado foi condenado à morte na quarta-feira depois de um tribunal, no noroeste do país, ter decidido que ele tinha escrito algo blasfemo, disse à AFP fonte judicial. Mohamed Cheikh Ould Mohamed, com cerca de 30 anos, desmaiou quando a sentença foi lida no tribunal criminal de Nouadhibou, tendo sido reanimado e conduzido à prisão, afirmou a fonte sob anonimato.

Mohamed está detido desde 2 de janeiro e declarou-se inocente na abertura do julgamento na terça-feira. A Mauritânia tem a pena de morte, mas não realizou nenhuma execução desde 1987, de acordo com a organização de direitos humanos Amnistia Internacional.

Durante a audiência, o juiz disse que Mohamed foi acusado de apostasia “por falar de ânimo leve do profeta Maomé” num artigo que foi publicado temporariamente em ‘sites’ da Mauritânia. Nesse artigo, o indivíduo desafiou algumas das ações do profeta, disse a fonte à AFP.

Mohamed afirmou que “não era sua intenção atacar o profeta (…), mas defender uma camada da população mal tratada e abusada”, acrescentou a fonte.

O advogado de defesa pediu clemência e disse que o seu cliente estava arrependido, mas o juiz concordou com o pedido de pena de morte do Ministério Público.

A sentença foi saudada com manifestações de alegria na sala de audiência e na cidade, segundo a AFP.

A ‘sharia’, ou lei islâmica, está em vigor na Mauritânia, mas a aplicação de punições rigorosas – como flagelações – tem sido rara desde os anos 1980.

 

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