As urgências do Hospital Amadora Sintra estiveram à beira da rutura no Natal e nos dias que se seguiram, com o tempo de espera a atingir as 24 horas. Estavam de serviço apenas três médicos, que terão atendido mais de 400 doentes. Ao fim de três noites de caos nas urgências, a situação já está a voltar ao normal, mas ainda se procuram explicações.

Segundo avança este domingo o jornal Público, foi em parte um número anormal de doentes a acorrer às urgências que conduziu ao cenário caótico, mas não só. Na origem do problema esteve principalmente o facto de três dos seis médicos que estavam de serviço na véspera de Natal não terem comparecido à última hora, alegando motivos de saúde.

No dia seguinte, dia de Natal, a equipa terá sido reforçada com mais três médicos para colmatar a falha, mas na noite de 25 para 26 de dezembro outros voltaram a faltar ao serviço. Ou seja, as urgências funcionaram nessas noites com apenas dois médicos, em vez dos seis previstos. Isto, a juntar-se ao elevado número de utentes que se deslocaram ao Hospital, contribuiu para a mistura explosiva que deixou as urgências do Amadora-Sintra a rebentar pelas costuras.

Na sequência do problema, a RTP avança este domingo que o Hospital se comprometeu já a contratar mais pessoal médico. Em declarações à Antena 1, o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro, admitiu as perturbações registadas nas urgências nos últimos dias, com mais de 20 horas de espera, e garantiu que iria analisar a situação daquela unidade de saúde. Luís Cunha Ribeiro avançou mesmo que já se reuniu com a direção clínica do Amadora-Sintra, que se comprometeu a investir na contratação de médicos.

Segundo a Antena 1, esta última noite de sábado para domingo já terá decorrido “dentro da normalidade” no serviço de urgências.