A Polícia Nacional espanhola deteve esta quinta-feira um homem de 39 anos suspeito de ter entregado pacotes suspeitos nas redações de vários jornais de Madrid, apenas horas depois do ataque à redação do Charlie Hebdo em Paris. O homem tem antecedentes de problemas psiquiátricos e já esteve internado após ameaças que fez, no passado, a órgãos de comunicação social.

O El Mundo cita fontes policiais que identificam o suspeito como Carlos Díaz Fernández, de 39 anos. Ao contrário do que foi inicialmente assumido, os pacotes não chegaram por correio ou por serviço de entregas. Foi o próprio que se dirigiu à portaria de jornais como o El País, o 20 Minutos e o Libertad Digital, e insistiu em deixar os pacotes na receção.

Na sede da Prisa, conta o El Mundo, foi informado de que a entrega de pacotes se fazia por outra entrada que não a principal. O suspeito insistiu em deixar ali o pacote e saiu, subindo a bordo do mesmo táxi no qual tinha chegado. Foi aí que a segurança decidiu chamar as autoridades e foi evacuado o edifício.

O pacote era do tamanho de uma caixa de sapatos e, no interior, estava uma garrafa ligada de forma rudimentar a uma lata de spray, através de um cabo. O artefacto não representava qualquer perigo, como viriam a descobrir os militares da brigada de minas e armadilhas que se deslocaram ao local.

O homem já tinha sido detido em abril, em Santiago de Compostela, já na altura acusado de ameaças a jornais, escreve o El Mundo. Nessa altura, foi presente a tribunal e esteve internado num hospital psiquiátrico.