Rod Taylor, que ficará para sempre eternizado como Mitch Brenner em Os Passáros de Hitchcock, morreu esta quarta-feira em casa. A filha confirmou ao Los Angeles Times que, aos 84 o pai não resistiu a um ataque cardíaco.

Viveu o sonho de Hollywood , chegou nos ano 1950 como ator secundário e apenas 10 anos depois ganhava os papéis principais dos  filmes mais reconhecidos, pelo público, pela crítica e pela academia.  “A Máquina do Tempo”, “Pássaros”, “Um domingo em Nova Iorque”, entre tantos outros serão sempre títulos que vão ficar na história do cinema.

A útima vez que apareceu nos ecrãs foi no primeiro filme da última trilogia de Tarantino, Sacanas sem lei, fazia o papel do ex-primeiro-ministro britânico, Winston Churchill, em 2009. Nessa altura já estava totalmente reformado e não aceitava nenhum trabalho, ao primeiro convite recusou e sugeriu Albert Finney – que já tinha feito de Churchill em 2002 -, na sua vez. Mas a persistência de Tarantino fez com essa fosse a sua última aparição na tela.

Não se sabem os pormenores da conversa, mas Taylor já teria justificado por antecipação numa entrevista em 1987: “Fingir que ainda sou o homem duro da ação já não é dignificante para mim. Chega uma altura em que estamos no topo e já há vários atores mais novos, mais bonitos que podem ficar com o teu lugar. As estrelas da ação, dos dias de hoje, fazem filmes maravilhosos. Não há nenhum sentimento em mim que diga ‘eu podia faze-lo melhor. Quanto mais novos, melhores. É por isso que os recordes olímpicos são batidos.”