Os auxiliares de terra da Soflusa, empresa que efetua as ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa, começam na terça-feira três dias de greve parcial, que pode afetar as ligações entre as duas margens nas horas de ponta. A greve deve-se à decisão da empresa de alterar os horários dos auxiliares de terra, que funcionavam segundo um sistema de rotatividade.

Os atuais sete trabalhadores responsáveis por atracar e desatracar os barcos queriam manter o sistema de rotatividade entre o Barreiro e Lisboa, mas a empresa decidiu que esta tarefa será feita apenas em Lisboa. Os auxiliares reivindicam ainda que o quadro de pessoal seja completo com mais três trabalhadores, de modo a responder adequadamente às necessidades da empresa nos dois locais.

“Esta é uma greve dos auxiliares de terra, que são sete, mas se não houver ninguém para atracar o barco este não pode circular. Esta greve é parcial e vai afetar, sobretudo, as horas de ponta”, disse à agência Lusa Frederico Pereira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans). O sindicalista explicou que os impactos da greve estarão relacionados com a adesão ou não dos auxiliares de terra à paralisação, mas acredita que os trabalhadores vão estar unidos na luta.

A Soflusa anunciou que estão previstas perturbações nas carreiras nos períodos das horas de ponta, entre os dias 13 e 15 de janeiro, devido à greve. Segundo a empresa, as ligações entre as duas margens do Tejo podem sofrer atrasos ou perturbações entre as 7h20 e as 9h40, e entre as 16h e as 18h, nos três dias de greve.

A Soflusa é uma empresa do grupo Transtejo que faz a ligação entre o Barreiro e Lisboa. A Transtejo é responsável pelas restantes ligações entre as duas margens do rio Tejo.