São esperados milhares de pessoas numa manifestação, domingo, 1 de fevereiro, contra as restrições à circulação de automóveis anteriores a 2000 em Lisboa, numa marcha lenta que se inicia no Parque Eduardo VII e que vai percorrer a Avenida de Liberdade até aos Restauradores.

O evento foi criado no Facebook e conta já com a confirmação de 1.300 pessoas. No texto que acompanha a convocatória pode ler-se que “dadas as últimas restrições impostas pela CM Lisboa, devemos demonstrar a nossa indignação para com esta situação, deslocando-nos nas nossas viaturas anteriores a 2000, em caravana e em marcha-lenta, pelas ruas do centro de Lisboa”.

A partir de 15 de janeiro, foi iniciada a 3ª fase de implementação das Zonas de Emissões Reduzidas (ZER), que proíbe a circulação de viaturas com matrícula anterior ao ano 2000 na Baixa de Lisboa – entre a Avenida da Liberdade e o Terreiro do Paço, durante os dias úteis, entre as 7h e as 21h. Mais: nas zonas que abrangem a Avenida de Ceuta, o Eixo Norte/Sul, a Avenida das Forças Armadas, dos Estados Unidos da América, da Marechal António de Spínola, da Condestável e da Avenida Infante D. Henrique, são interditas viaturas anteriores a 1996.

Esta medida tem gerado muita controvérsia e, no domingo, os manifestantes já prometeram demonstrar o descontentamento. Ainda assim, sempre dentro dos limites da lei, como fizeram questão de explicar na página do Facebook:

“Numa primeira instância, era precisamente uma segunda-feira que estava prevista para a Marcha, no entanto, por se considerar que, sendo um dia de trabalho, a mobilização seria claramente inferior. (…) Esta opção tem também como objetivo: demonstrar que, apesar do nosso descontentamento, somos “superiores” a quem aprovou esta medida que roça a inconstitucionalidade. Ou seja, manifestamos o nosso desagrado sim, mas sem nunca transgredir a lei vigente. Assim seremos melhores que “eles”, pode ler-se num texto publicado a 18 de janeiro.