A eurodeputada socialista respondeu esta tarde às afirmações de Paulo Portas que a acusou de mentir “compulsivamente”, questionando quem estaria a mentir e publicando na sua conta oficial de Twitter uma citação do processo em que certos documentos, como a comunicação com as Bahamas, são identificadas como não tendo sido localizadas.

Ana Gomes pediu esta quinta-feira a reabertura do processo dos submarinos, alegando que “há elementos que justificam uma investigação ao património de Paulo Portas” e que Durão Barroso também devia ser investigado. No entanto, este pedido foi recebido por Paulo Portas como uma “obsessão” que não lhe diz respeito, afirmando mesmo que Ana Gomes é “compulsivamente mentirosa”.

No Twitter, a eurodeputada questiona quem é mentirosa, colocando na rede social uma fotografia do despacho do Ministério Público que arquivou todo o processo a meio de dezembro:

A eurodeputada tem vindo a dizer que o Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Paulo Portas, não deu seguimento às diligências necessárias para a investigação do caso dos submarinos. O excerto publicado nas redes sociais refere que uma informação do Ministério dos Negócios Estrangeiros foi dirigida à Procuradoria-Geral da República informando que elementos relacionais com os fundos com sede nas Bahamas, e de acordo com informações desse país, foram enviadas às autoridades judiciárias portuguesas de modo a integrarem esta investigação. No entanto, “tais elementos não foram localizados”.

Paulo Portas disse esta tarde que todas as cartas rogatórias e as suas respostas foram remetidas de e pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros às autoridades judiciárias portuguesas e que por isso, esta acusação de Ana Gomes não tem fundamento. A eurodeputada era assistente deste processo e atualmente contesta que nesse processo já havia indícios suficientes da prática dos crimes de corrupção na aquisição dos submarinos.

O Ministério Público considerou, contudo, “inviável, face à impossibilidade de reconstituição de todos os fluxos financeiros, recolher prova documental quanto ao destino de todas as quantias na medida em que não foi obtida resposta, nomeadamente, de carta rogatória enviada para a Bahamas”.