O Ministério das Finanças grego enviou este domingo uma carta de três páginas a Bruxelas com as reformas que pretende realizar para que as instituições façam uma avaliação inicial, segundo a agência Efe. Yanis Varoufakis diz estar confiante que vai conseguir o apoio dos parceiros europeus.

“Esperamos e estamos seguros de que vamos conseguir um sim por parte das instituições europeias”, afirma Yanis Varoufakis.

O objetivo é que as instituições enviem observações durante a tarde deste domingo e, assim, ajudem a moldar a proposta que Atenas vai apresentar na segunda-feira às instituições europeias para conseguir estender o financiamento ao país por mais quatro meses.

Segundo os meios de comunicação locais, as medidas não incluem um custo concreto das reformas propostas por Atenas, mas são semelhantes às propostas políticas, ou seja, o Governo explica os seus métodos para combater a evasão fiscal, a corrupção, a reforma da administração pública e combater a crise humanitária.

O ministro de Estado, Nikos Pappas, advertiu este domingo que algumas reformas que o Governo grego irá apresentar na segunda-feira “não são negociáveis” e são uma “questão de soberania nacional”. “O Governo grego vai discutir essas reformas com os parceiros na zona euro, partindo do princípio que há questões de soberania dentro da política interna que não são negociáveis”, disse Nikos Pappas ao canal televisivo Mega.

Se a resposta a este plano for afirmativa, segundo Varoufakis, haverá uma conferência telefónica entre o Governo grego, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi e a diretora do FMI, Christine Lagarde, e as medidas avançarão automaticamente com o projeto. Se Bruxelas for contra o plano grego, haverá nova reunião do Eurogrupo.

O vice-primeiro ministro, Yanis Dragasakis, disse, no sábado, depois de participar numa reunião do Conselho de Ministros, que a elaboração da lista de reformas “não é algo complicado, é um processo fácil”. Fontes governamentais asseguraram que a intenção do executivo de Alexis Tsipras é não aceitar quaisquer cortes nos salários e pensões.