Caso José Sócrates

Sócrates e Santos Silva continuam presos. Motorista em liberdade

268

Juiz decidiu manter Sócrates e o empresário Santos Silva presos. Já João Perna passa a apresentar-se uma vez por semana à GNR. Nãopode sair do país, nem contactar com os restantes arguidos.

O juiz de instrução considerou que se mantêm os pressupostos da prisão preventiva

MIGUEL A. LOPES/EPA

O motorista de José Sócrates foi o único que ficou em liberdade na sequência da reapreciação das medidas de coação dos detidos há três meses no âmbito da “Operação Marquês”. O ex-primeiro-ministro José Sócrates e o seu amigo e empresário, Santos Silva, mantêm-se em prisão preventiva. O motorista João Perna fica obrigado a apresentar-se uma vez por semana à GNR, não pode falar com os outros arguidos nem sair do país.

Os arguidos foram notificados da decisão esta tarde de terça-feira. Os pressupostos para a prisão preventiva aplicada a José Sócrates e a Santos Silva mantêm-se pelo que vão continuar presos. Já o motorista de Sócrates, João Perna, deixa de estar em prisão domiciliária para passar a estar obrigado a apresentações periódicas às autoridades. Uma surpresa para o seu advogado, Ricardo Marques Candeias.

Não estava à espera que a medida fosse reavaliada neste momento porque já tinha sido reavaliada antes, quando João Perna passou de prisão preventiva para prisão domiciliária”, disse Ricardo Marques Candeias ao Observador.

O advogado afirma que o único “dado novo no processo” é o recurso para a Relação. “O juiz de instrução [Carlos Alexandre] tem acesso aos recursos e, provavelmente, teve em conta as alegações para repensar a medida”, disse Ricardo Marques Candeias ao Observador.

O advogado João Araújo disse em comunicado ter sido notificado do despacho do juiz Carlos Alexandre sobre a reavaliação da medida de coação de José Sócrates, mas aguarda instruções do ex-primeiro-ministro, antes de tecer qualquer comentário. O advogado disse ter sido notificado, pelas 12:45, do despacho do juiz de instrução Carlos Alexandre, recusando-se a revelar o teor da decisão, alegando segredo de justiça.

Posso, em todo o caso, antecipar que o engenheiro José Sócrates nada espera, seja para o que for, do senhor procurador da República ou do senhor juiz de instrução”, comentou o advogado.

Neste momento, José Sócrates e Santos Silva ainda podem contar com o recurso que foi entregue no Tribunal da Relação. O recurso em relação a João Perna perde a utilidade, uma vez que ele já não se encontra preso em casa. Em relação aos outros arguidos mantém-se.

Esta manhã de terça-feira o advogado de Sócrates, Pedro Delille (que ainda não tinha sido notificado), disse ao Observador que, possivelmente, até quarta-feira entregaria a sua resposta ao parecer do Ministério Público, solicitado pela Relação. Só depois este tribunal superior poderá debruçar-se sobre o caso.

No processo há ainda outros dois arguidos. O advogado Gonçalo Trindade, que está proibido de contactar com os restantes arguidos, de se ausentar para o estrangeiro e de se apresentar periodicamente às autoridades. E Paulo Lalanda Castro, da Octapharma, que se ofereceu para prestar declarações no âmbito do inquérito e que acabou constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: ssimoes@observador.pt
Corrupção

O caso da OCDE e a corrupção /premium

Helena Garrido

O que se passou com a OCDE foi grave. O responsável pelo estudo foi impedido de estar presente na apresentação. E uma conferência da Ordem dos Economistas foi cancelada. Aconteceu em Portugal.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)