O Ministério das Finanças esclarece que foram pagos 100 mil euros aos assessores jurídico e financeiro que foram contratados para apoiar a compra de uma participação na REN (Redes Energéticas Nacionais) pela Parpública.

O referido pagamento foi feito à Caixa BI, banco de investimento da Caixa Geral de Depósitos, e ao escritório de advogados Sérvulo e Associados.

O esclarecimento do ministério de Miranda Sarmento, o primeiro dado por esta entidade desde que foi conhecida a operação de compra de 13,7% da REN, surge na sequência de uma notícia do Correio da Manhã. Citando os documentos enviados pela Parpública ao Tribunal de Contas, o jornal noticia que houve pagamento de comissões. Segundo o Ministério das Finanças, trata-se de uma “informação falsa e caluniosa”.

Governo deu ordens à Parpública para comprar até 20% da REN. Negócio com dono da Zara é primeira fase e dá acesso à administração

É ainda clarificado que o preço pago pela holding do Estado ao empresário espanhol pelas ações da REN ficou quatro milhões de euros abaixo do valor máximo fixado pelo Governo para a operação — 393 milhões de euros — e que foi a referência para o financiamento atribuído à Parpública, como aliás foi explicado pelo Observador.

A operação em causa de cerca de 389 milhões de euros “não tem impacto orçamental, nem na dívida pública”.