A Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu hoje um comunicado a alertar para o risco de se contrair sarampo em viagens internacionais, dada a ocorrência de surtos da doença em vários países europeus, e aconselha a vacinação.

“O sarampo é uma das doenças infecciosas mais contagiosas, podendo provocar doença grave ou mesmo a morte. É evitável pela vacinação e está, há vários anos, controlado em Portugal porque a grande maioria das pessoas está imune por vacinação ou por ter tido a doença”, lê-se no comunicado assinado pelo diretor-geral da saúde, Francisco George.

Todavia, a ocorrência de surtos de sarampo em países da Europa, “especialmente na Alemanha e na Itália” e o facto de “também a Espanha, a França e a Inglaterra, entre outros, terem registado surtos/epidemias de sarampo nos últimos cinco anos, em crianças, adolescentes e adultos (com milhares de casos internados e com mortos)”, justifica o estado de alerta, segundo a nota de imprensa.

O comunicado sublinha ainda que “a doença é frequente em África e na Ásia”, pelo que, “durante viagens internacionais de qualquer duração existe o risco de pessoas não imunizadas contraírem sarampo através do contacto com pessoas infetadas em fase de contágio”.

A DGS assinala que só estão protegidas contra a doença as pessoas que já a tiveram ou as que, com menos de 18 anos, já receberam “duas doses de vacina contra o sarampo (VASPR2)” ou, com 18 anos ou mais, já lhes foi ministrada “uma dose de vacina contra o sarampo (VAS3 ou VASPR)”.

Assim, em caso de viagem para o estrangeiro, a DGS recomenda que, “preferencialmente quatro a seis semanas” antes da partida, a pessoa se certifique de que está corretamente vacinada, seja através do ‘Boletim de Vacinas’, seja consultando o centro de saúde da sua área de residência, “para verificação do seu estado vacinal”.

No comunicado, o diretor-geral da saúde, Francisco George, aproveita para relembrar que “a vacinação contra o sarampo é gratuita”.