O Egas e o Becas iam casar, pelo menos no bolo encomendado pelo ativista da LGBT (o movimento de defesa de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgéneros), Gareth Lee. O dito bolo foi encomendado à Ashers Baking Company. Mas a empresa, que é cristã, recusou a proposta para preparar o doce com a imagem das duas personagens da Rua Sésamo abraçados e a frase “Apoia o casamento gay“.

Agora a dita pastelaria foi posta em tribunal. O advogado Aidan O’Neill, contratado pelo Instituto Cristão, defende que um caso de descriminação da Ashers Baking Company vai contra a liberdade de consciência. A notícia é dada pelo jornal Telegraph.

O’Neill argumenta que admitir que uma companhia de bolos cristã cozinhe um bolo a favor do casamento homossexual é tão perverso quanto “pedir à dona lésbica de uma loja de t-shirts que produza camisolas com a mensagem de que a homossexualidade é abominável”.

A Irlanda do Norte, onde está a sede da pastelaria, divide-se nos comentários ao tema. Já existiram até tentativas de introdução de uma “cláusula de consciência” na lei geral. A proposta foi apresentada pelo Partido Democrático Unionista e pretende permitir que uma empresa recuse serviços se eles forem contra as suas convicções religiosas.

Daniel McArthur, gestor da pastelaria, afirma que esta história veio apenas reforçar a campanha pela introdução do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Irlanda do Norte, a única parte do Reino Unido onde ele não é legal.

A Comissão da Igualdade da Irlanda do Norte declarou imediatamente o seu apoio a Lee, que pretende agora uma compensação e uma declaração em como foi vítima de discriminação. O’Neill defende-se dizendo que “a lei não está a proteger os direitos fundamentais, nem a garantir a liberdade de expressão”.