Os alunos do mestrado em Arte e Design para o Espaço Público assinalar a plantação da nova sequoia naquele jardim, que fica ao lado do Hospital de Santo António, com a reposição da ‘performance’ “Walking Trees”, que assinalou em julho o derrube do exemplar que ali existia, mas que foi derrubado por se encontrar morto.

Aquando do abate da árvore, e porque “existem apenas mais dois exemplares desta espécie na cidade”, nos jardins de Serralves e da Cordoaria, a autarquia assinalou a “perda significativa do património arbóreo”, convidando a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto a desenvolver no local um conjunto de intervenções de caráter performativo e temporário.

A performance prevista para hoje foi criada em parceria com Flávio Rodrigues e o Balleteatro para o Festival Corpo+Cidade.

No Porto, existem mais de 230 árvores, de sete espécies, classificadas como de interesse público, um atributo que as dignifica e que lhes confere um caráter valioso.

Pelo seu desenho, porte, raridade ou interesse histórico e paisagístico, estes exemplares municipais estão protegidos enquanto monumentos vivos e são verdadeiros “contadores de histórias”, além de serem “elementos riquíssimos em termos botânicos”, afirmou em julho à Lusa fonte da autarquia.

A Ginkgo (ou nogueira-do-japão) no passeio das Virtudes, a Araucária (ou bunia-bunia) no jardim da Cordoaria, o Tulipeiro da Casa Tait, o conjunto de palmeiras no Passeio Alegre e a avenida dos plátanos, também na Cordoaria, são alguns exemplos de árvores classificadas cuja presença não passa desapercebida.

A sequoia gigante que existia no Carregado, apesar de não estar classificada, não passava também desapercebida e a sua substituição será ainda assinalada hoje com a retirada do painel fotográfico, da aluna Cristiana de Sousa, que simbolicamente representava no local a memória daquela árvore abatida.