Bombistas suicidas atacaram, esta sexta-feira, duas mesquitas na capital do Iémen, Saana, provocando, pelo menos, 142 mortos e ferindo 350, naquele que é já considerado, pelas fontes médicas, como o pior ataque terrorista dos últimos anos. O Estado Islâmico já reivindicou o ataque bombista.

O número de mortos e feridos tem vindo a ser atualizado em alta por fontes não oficiais e a estação de televisão Al Jazira confirmou que um dos mortos é o imã de Badr, al-Murtada bin Zayd al-Mahatwari, considerado o líder espiritual dos Houthi. As televisões locais têm também estado a passar a mensagem de que os hospitais estão a precisar de donativos de sangue para dar respostas às largas dezenas de feridos.

As duas mesquitas atacadas costumam ser frequentadas por apoiantes do movimento rebelde xiita Houthi, que controla Sanaa.

Os ataques ocorreram durante a oração do meio-dia, esta sexta-feira, precisamente quando as mesquitas estão mais movimentadas. O primeiro suicida detonou o cinto de explosivos no interior da mesquita Badr, no centro de Sanaa, e alguns minutos depois, um segundo suicida ativou a sua bomba no meio dos fieis que tentavam sair do tempo, aterrorizados. Ainda a notícia do massacre em Badr estava a começar a sair, quando um outro homem bomba se fazia explodir na mesquita de al-Hashoosh, no norte da cidade, conta o El País.

Uma testemunha relatou à Associated Press que “as cabeças, as pernas e os braços das pessoas mortas estavam espalhadas pelo chão da mesquita” de al-Hashoosh e que o “sangue corria como um rio”, acrescentando que viu muitas pessoas feridas com extrema gravidade.

Os ataques foram “fortemente condenados” pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que pede a todos os protagonistas desta crise “para pararem imediatamente com os atos hostis”. Ban Ki-moon pediu ainda aos terroristas para que estes “respeitem o compromisso em resolver as suas diferenças pacificamente”, no contexto da mediação dirigida pelo enviado da ONU, Jamel Benomar. Também a Casa Branca já condenou firmemente os atentados.

 

(Atualizado pela última vez às 21h18)