O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do Brasil demitiu-se, uma semana depois de uma fuga de informação de um relatório da Secretaria da Comunicação, que avaliava a comunicação do Governo como “errática”.

A saída do ministro foi divulgada esta quarta-feira em nota da Presidência, que afirma apenas que Dilma Rousseff aceitou o pedido de demissão de Traumann e agradeceu a sua “competência, dedicação e lealdade”.

O secretário-executivo da Secretaria, Roberto Messias, assumirá interinamente o cargo.

Apesar de não fazer parte do chamado primeiro escalão do governo, Traumann era responsável por gerir as verbas do Governo com publicidade e aplicá-las em anúncios, por definir as estratégias de comunicação dos ministérios e pela relação do Governo com a imprensa.

O relatório da Secretaria, revelado pelo jornal O Estado de São Paulo no passado dia 18, afirmava que o país vivia uma situação de “caos político” e defendia investimentos de propaganda em São Paulo (Estado que apoia maioritariamente a oposição ao Governo de Rousseff).

Devido à publicação do documento, Traumann foi convidado por comissões do Legislativo brasileiro para explicar o conteúdo do relatório.

O ministro foi o terceiro a deixar o Governo de Rousseff neste segundo mandato presidencial, após Cid Gomes, da Educação, e Marcelo Néri, da Secretaria de Assuntos Estratégicos.