Airbus 320

Governo pede ao regulador da aviação civil que estude novas medidas de segurança

Várias companhias aéreas e o Governo canadiano adotaram, esta quinta-feira, uma nova medida de segurança. Ao Observador, a secretaria de Estado dos Transportes adiantou que já pediu um parecer.

Copiloto alemão da Germanwings foi responsável pela queda do avião A320, depois de o comandante de bordo ter saído da cabine

Rui Oliveira / Global Imagens

Na sequência do acidente com o Airbus A320 de terça-feira, alegadamente provocado por um copiloto que se fechou no cockpit e acionou o botão de aterragem, matando 150 pessoas, várias operadoras aéreas anunciaram a revisão das medidas de segurança. Em Portugal, também poderá haver mudanças em breve.

Ao Observador, o gabinete da secretaria de Estado dos Transportes esclareceu que, “sendo uma medida de cariz técnico” o Governo solicitou esta quinta-feira ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), “enquanto regulador setorial, que recomendasse sobre a necessidade de medidas de reforço de segurança de voo”. Só após a reunião da informação técnica por parte do INAC é que o Governo tomará uma decisão.

O próprio secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, admitiu, em declarações à TSF, que o Governo só tomaria decisões no sentido de reforçar a segurança nos aviões depois do INAC se pronunciar. “Nada melhor do que ter o regulador setorial a recomendar que medidas devem ser tomadas”, defendeu.

Sérgio Monteiro começou por dizer que em cima da mesa está apenas a análise das “condições de segurança nos voos” e não em terra, lembrando ao mesmo tempo que, no pós-11 de setembro, as medidas nos aeroportos foram devidamente reforçadas.

Ainda assim, o governante admitiu que,”face às notícias da Germanwings e às decisões tomadas por algumas companhias aéreas”, é “importante ter a visão dor regulador formal para tentar perceber se algo mais pode ser feito ou se as medidas que já existem são suficientes para que todos continuem a sentir segurança” a viajar de avião.

Em relação ao treino e à formação dos pilotos portugueses, o secretário de Estado dos Transportes não tem dúvidas: Estamos muito confortáveis relativamente aos padrões elevados de todos os pilotos que são formados em Portugal. Não podemos de repente deixar generalizar a ideia de que existem problemas na formação”.

O Executivo conta que as novas regras que vierem a ser adotadas sejam decididas em coordenação com a Agência Europeia de Segurança Aérea, ou seja, que haja uma reflexão a nível europeu para que as alterações sejam harmonizadas.

Contactado pelo Observador, Álvaro Correia Neves, diretor do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves, explicou que algumas companhias aéreas europeias já implementaram esta regra. E disse acreditar que a Associação Europeia de Linhas Aéreas deverá adotar futuramente alguma medida semelhante.

Governo canadiano já tomou decisão

Esta quinta-feira, o governo do Canadá impôs às operadoras aéreas canadianas a presença de duas pessoas em permanência na cabina dos pilotos dos aviões de transporte de passageiros. Uma regra que já existe nos Estados Unidos. A ministra canadiana dos Transportes, Lisa Raitt, afirmou que a decisão entra em vigor imediatamente.

Ao longo do dia, as companhias EasyJet, Icelandair e Norwegian também anunciaram que iam adotar esta medida de segurança.

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