Numa altura em que Hillary Clinton parece ser a grande aposta do Partido Democrata para as próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos, a ex-mulher de Bill Clinton poderá ter uma adversária à altura: Carly Fiorina, a ex-presidente executiva da Hewlett-Packard (HP). Em entrevista à Fox News Sunday, Fiorina admitiu que as hipóteses de avançar eram “superiores a 90 por cento”.

A antiga líder da empresa de tecnologia considerada pela revista Forbes como a 36ª marca mais valiosa do mundo, no entanto, preferiu definir o final do mês de abril ou início de maio como o prazo-limite para revelar os seus planos. Neste momento, Carly Fiorina está a ainda criar a equipa que a deverá conduzir no difícil caminho até à Casa Branca e a procurar o que a própria descreveu como “apoio certo” e os melhores recursos financeiros.

O nome da mulher de 60 é apenas mais um a juntar-se à lista de presidenciáveis republicanos. O partido, que depois de ter conseguido recuperar o domínio no Congresso norte-americano ambiciona agora voltar a eleger o Presidente dos Estados Unidos, conta já com vários possíveis candidatos, como, por exemplo, Jeb Bush, atual Governador da Flórida. O homem que procura suceder ao pai e ao irmão, George H. W. e George W. Bush, respetivamente, como líder do “Mundo Livre” ainda não anunciou a candidatura, mas muitos acreditam deverá fazê-lo em breve.

Até ao momento, apenas Ted Cruz, senador do Texas e um dos poucos políticos republicanos de origem latina, emergiu como a primeira grande figura de ambos os partidos a anunciar a candidatura. No entanto, de acordo com a agência Reuters, que cita um jornal local da Flórida, Cruz poderá ter um adversário interno à sua altura: o Senador Marco Rubio, também ele de origem latina – um trunfo que será certamente decisivo num país com uma comunidade hispânica de 54 milhões de pessoas, ou 17% da população dos Estados Unidos, das quais 25,2 milhões têm direito ao voto.

Na pista de fora parece correr Mike Huckabee, ex-Governador do Estado de Arkansas e pré-candidato derrotado por John McCain em 2007. O republicano confessou no domingo à cadeia de televisão norte-americana CBS que ainda não tinha tomado uma decisão e pediu mais “algumas semanas” para decidir se avança ou não.

Do lado dos Democratas, Hillary Clinton, já se sabe, é a grande favorita para suceder a Barack Obama. No entanto, o caminho não estará completamente desimpedido. Martin O’Malley, ex-Governador de Maryland, é visto por muitos como um potencial candidato. Em declarações à ABC, O’Malley começou por tecer algumas críticas à família Clinton, para depois puxar dos seus pergaminhos de “15 anos de serviço público”.

“Eu acredito que é preciso ter uma nova perspetiva e uma nova liderança. [O cargo de Presidente] não deve ser como uma coroa passada entre duas famílias”, afirmou O’Malley, referindo-se, claro, às famílias Clinton e Bush.