Depois do PSD, foi a vez do CDS dar conta do trabalho de casa que anda a fazer sobre o programa eleitoral para as legislativas. Enquanto não assina a AD com os sociais-democratas, o CDS já traçou seis objetivos para o futuro: quer que a economia cresça 3% ano ano, que o desemprego caia para menos de 10%, que a sobretaxa de IRS termine, que o plafonamento da segurança social seja uma realidade e que se ajude mais os idosos e se estimule a natalidade.
Os seis objetivos foram enunciados pela vice-presidente do CDS, Assunção Cristas, em conferência de imprensa. Trata-se, contudo, de metas que são partilhadas pela generalidade dos atores políticos e o CDS não esclareceu para já qual o caminho que defende para atingir estes objetivos. “Estamos a fazer um trabalho técnico”, limitou-se a dizer Cristas. As opções políticas não são para já embora diga que o partido não quer “fazer um programa para agradar a todos”.
A conferência de imprensa destinou-se, pois, mais a responder ao PSD que na semana passada convocará os jornalistas com o mesmo fim do que a revelar políticas de fundo. PSD e CDS já começaram a discutir a coligação pré-eleitoral para as próximas eleições, combinaram que cada um faz um primeiro draft de programa eleitoral e que só depois apresentam a aliança.
Em conferência de imprensa na sede do CDS, a coordenadora do gabinete de estudos e ministra da Agricultura explicou que esta é a fase de definição de prioridades e de “colheita de ideias”.
“Portugal aspira a viver um tempo de normalidade depois de um momento mais intenso de constrangimentos financeiros impostos pela troika”, afirmou.
Cristas ressalvou que os estudos que estão a ser feitos assentam no pressuposto de que não há “alterações graves” no contexto internacional.