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O ministro da Defesa da Grécia, Panos Kammenos, que lidera o partido de extrema-direita que está em coligação com o Syriza, exclui por completo que a Grécia esteja a caminhar para eleições antecipadas. Ainda assim, garante que se isso acontecesse “iríamos duplicar a nossa votação“. O cenário de eleições antecipadas tem sido admitido por alguns analistas e por notícias na imprensa, ao mesmo tempo que são pouco animadores os sinais que vêm das negociações entre Atenas e os credores.

“Não deixo a porta aberta a quaisquer eleições antecipadas. O governo grego tem um mandato fresco à sua disposição”, garantiu Panos Kammenos, em entrevista à televisão Ant1 TV. O responsável reage, assim, à especulação que tem surgido em alguma imprensa, incluindo o tabloide alemão Bild, de que o governo grego pode cair em resultado das dificuldades financeiras e um eventual fracasso das negociações com os credores.

“O jornal Bild devia parar de imaginar cenários de eleições”, asseverou Panos Kammenos. Mas “mesmo que as eleições tivessem lugar, iríamos duplicar a nossa votação”, garantiu Kammenos, garantindo que o apoio popular ao governo é ainda maior do que era na altura das eleições.

Além de criticar o Bild, Kammenos atirou-se, também, ao Financial Times, que na segunda-feira noticiou que a Grécia estava a preparar-se para incumprir com a dívida pública. “O Financial Times já noticiou que iríamos cair na bancarrota em fevereiro, que iríamos cair na bancarrota depois das eleições, que iríamos cair na bancarrota a 9 de abril e, agora, a 25 de abril”.

O Financial Times “já imaginou cinco cenários de bancarrota”, afirmou o ministro da Defesa da Grécia, garantindo: “Estou a dizer-vos, não iremos cair na bancarrota no dia 25 de abril”.

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