Pedro Passos Coelho mantém o tabu sobre o futuro da coligação. Numa conferência sobre crescimento promovida pelo Jornal de Negócios, o primeiro-ministro afirmou que o Governo “está a trabalhar para que PSD e CDS possam governar juntos na próxima legislatura”, mas isso não significa que a aliança seja feita antes das eleições. “[Os dois partidos] Só têm é de decidir se se coligam antes ou depois”, disse.

Ou seja, tudo está em aberto, pelo menos publicamente. Passos só avança com uma certeza: prefere governar com os democratas-cristãos do que com o PS. A ideia, defendida esta sexta-feira por Passos Coelho, é que os últimos quatro anos de governação, com altos e baixos e com problemas que “conseguimos resolver”, fizeram com que PSD e CDS tivessem hoje “muita experiência comum de Governo”.

O que significa que os dois partidos “têm todas as condições para governar em conjunto a seguir às eleições”. A seguir, não antes. Sobre isso, Passos recusa esclarecer.

“O que significa portanto que são dois partidos que têm experiência comum de Governo e, desta forma, há condições para que, em conjunto, possam formar Governo a seguir às eleições. Só que têm de decidir se vão concorrer coligados ou se se coligam depois”, disse.

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Uma eventual aliança com o PS é um cenário que o atual primeiro-ministro parece rejeitar. “Se esperarmos ter o apoio do PS creio que teremos muitas dificuldades em ter um Governo estável”, disse.

De qualquer forma, o calendário aperta e Passos põe uma meta para “esclarecer tudo”: antes do verão os dois partidos deverão anunciar qual vai ser o seu destino. “Muito antes do verão, estou convencido de que os partidos esclarecerão tudo”, disse o primeiro-ministro.