“As divergências que temos com os nossos parceiros não são inultrapassáveis“, escreveu o ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, no seu blogue pessoal na véspera de uma reunião do Eurogrupo, em Riga, da qual não se espera qualquer acordo entre Atenas e os representantes dos credores. Para haver um acordo, que Varoufakis diz que pode não acontecer “imediatamente”, basta que “nós consigamos convencer os nossos parceiros de que a nossa lógica faz sentido” e que “eles desistam de uma abordagem que fracassou“.

Num texto colocado no seu blogue pessoal, Yanis Varoufakis diz que “o nosso governo está ansioso por racionalizar o sistema de pensões (por exemplo, limitando as reformas antecipadas), avançar com a privatização parcial de ativos públicos, resolver o problema do crédito malparado que está a entupir o fluxo do crédito à nossa economia, criar uma comissão totalmente independente contra a evasão fiscal, e estimular o empreendedorismo”.

O que continua, assim, a separar as duas partes? “As diferenças que persistem dizem respeito à forma como entendemos a relação entre as várias reformas e o ambiente macroeconómico”, afirma Yanis Varoufakis. Estas diferenças não impedem, contudo, garante o ministro das Finanças da Grécia, que “não seja possível chegar a um consenso imediatamente”.

“O governo grego quer uma trajetória de consolidação orçamental que faça sentido, e queremos reformas que ambos os lados reconhecem ser importantes”, diz o grego. Cabe ao governo de Atenas “convencer os nossos parceiros que as nossas intenções são estratégias, não táticas, e que a nossa lógica faz sentido”. E aos credores? “Cabe-lhes abandonar uma abordagem que fracassou”, conclui Yanis Varoufakis.