Um avião militar de carga com seis tripulantes caiu este sábado em Sevilha, Espanha, pouco depois da descolagem, a apenas um quilómetro do aeroporto. Os serviços de emergência confirmam que morreram quatro pessoas, duas estão em estado muito grave e uma encontra-se desaparecida. O acidente deu-se cerca das 13h locais (12h em Lisboa), originou uma enorme coluna de fumo e deixou o local repleto de destroços. O aeroporto de Sevilha foi encerrado ao tráfego aéreo.

O Airbus A400M, um avião militar de carga que tem a maior hélice do mundo, ainda estava em testes, e era por isso ainda propriedade do fabricante europeu. As vítimas, no entanto, são espanholas, confirmou Mariano Rajoy. As causas do acidente ainda são desconhecidas. A tripulação, composta por um piloto, copiloto, um mecânico e três engenheiros, avisou a torre de controlo do aeroporto de que havia problemas com a aeronave e, pouco depois, chocou contra um poste de alta tensão.

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Mariano Rajoy, que se encontrava em pleno comício de campanha eleitoral, apressou-se a dar as condolências às famílias das vítimas e a confirmar que tinham morrido diversas pessoas no acidente. Por causa do sucedido, os dois maiores partidos espanhóis, o Popular e o Socialista, decidiram suspender durante este sábado todas as ações de campanha para as eleições locais e autonómicas de 24 de maio.

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O A400M é um avião militar cuja produção arrancou em 2011, fruto de um acordo entre sete países (Espanha, Alemanha, França, Luxemburgo, Reino Unido, Bélgica e Turquia). Espanha comprometeu-se a comprar 27 destes aparelhos à Airbus, com o intuito de substituir a frota de C-130 da Força Aérea.