Siga aqui o liveblog sobre a colisão entre dois comboios em Espanha

A viagem a Huelva para a Taça do Rei tinha terminado com uma vitória por 3-2 e muitos dos adeptos do Rayo Vallecano voltavam a casa. Mas a viagem desta quarta-feira de regresso a Madrid acabou interrompida depois de uma colisão entre dois comboios em Urda ter imobilizado o comboio em que seguia um grupo de fãs do clube madrileno. Meia centena de adeptos, dos quais pelo menos duas dezenas pertencem aos Bukaneros, os ultras do Rayo Vallecano, saíram do comboio e percorreram a pé os vários quilómetros até ao local do impacto, onde se dedicaram a ajudar os feridos.

“Foi como se tivesse explodido uma bomba”. Os relatos de quem sobreviveu ao acidente de comboios em Toledo

“Viajávamos no comboio atrás [de um dos comboios envolvidos no acidente]. [O comboio] parou e nós saímos. Depois de vermos o caos, perguntámos se podíamos dar uma mãozinha com alguma coisa. Eles disseram que sim e nós começámos a ajudar”, relatou um dos adeptos, que não se identificou ao 20minutos. A imprensa espanhola apresenta duas versões dos acontecimentos, com El Confidencial a escrever que os adeptos andaram sete quilómetros a pé até ao local do acidente, enquanto o Diario AS escreve que percorreram três quilómetros.

No local, os trabalhos eram conduzidos pela Proteção Civil, que saudou a ajuda deste grupo em específico. “Alguns deles eram bombeiros e notava-se“, apontou fonte oficial da autoridade, citada pelo El Confidencial. Os cerca de cinquenta adeptos juntaram-se a outras pessoas que tinham acorrido ao local para ajudar a transportar os sobreviventes para a escola e o centro desportivo municipal em Urda, que funcionaram como ponto de apoio, e para entregar água, comida e outros mantimentos pedidos pelas autoridades no local onde decorriam os trabalhos para retirar as vítimas dos dois comboios.

Segundo a imprensa espanhola, uma grande parte dos cerca de cinquenta adeptos pertenciam aos Bukaneros, os ultras do Rayo Vallecano que não escondem a sua inclinação política à esquerda. “Desde 1992, a animar o Rayo Vallecano e a lutar contra o racismo, a repressão e o futebol enquanto negócio”, lê-se na conta da claque nas redes sociais. Foi também nas redes sociais que a Federação de Apoiantes do Rayo Vallecano salientou o papel dos Bukaneros na tragédia desta quarta-feira. “Não íamos dizer nada, mas vendo o quanto custa dizer a palavra ‘bukaneros’, dizemos nós: Enormes, companheiros“, lê-se na publicação.

Uma avaria informática seguida de dupla falha humana: as causas do choque entre comboios em Toledo

Na manhã desta quarta-feira, pouco antes das 9h locais (8h em Lisboa), dois comboios colidiram perto da estação de Urda, em Toledo. Os dados preliminares apontam que a colisão terá sido causada por uma combinação de falha informática e erro humano. Morreram pelo menos 68 pessoas e 80 ficaram feridas, 50 das quais estão em estado grave.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]