A Câmara Municipal de Lisboa chumbou esta quarta-feira o prolongamento dos apoios dados a coletividades e clubes da cidade que são dados durante os Santos Populares. O CDS propôs que se mantivesse a decoração da cidade, preparada para as festas, até ao final de setembro, mas não teve sucesso.

A moção, apresentada pelo vereador centrista João Gonçalves Pereira, previa que a Câmara ponderasse “os apoios prestados no âmbito das Festas dos Santos Populares de Lisboa nos bairros históricos da cidade” até dia 30 de setembro. Entre esses apoios estão sobretudo a “isenção de taxas de ocupação da via pública com palcos, bancas, decorações, mesas e cadeiras e demais material de preparação de comes e bebes”, promovidos e dados através da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC). Ao Observador, o vereador justificou a proposta dizendo que era importante “rentabilizar” um investimento que já foi feito.

Para o vereador, este prolongamento “seria bom quer para a vida dos bairros, quer para a sua imagem. Era bom para a economia local e do ponto de vista do turismo era uma mais valia”. Isto porque, acrescenta, “as associações de bairro aproveitam a época das festas populares para recolher fundos e participar nas comemorações” e esta proposta seria uma maneira de a Câmara, que dá subsídios a estas coletividades, ajudar sem ter de dar mais financiamento.

A proposta, conta o vereador, teve também os votos a favor do PSD e do PCP e o chumbo do PS. “Foi por teimosia”, diz o centrista.