Portugal colocou esta quarta-feira 1.000 milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT) com maturidade a seis anos a uma taxa de juro de 1,5529%, inferior à, de 1,8563%, do anterior leilão comparável.

Segundo dados da Agência de Gestão do Crédito e da Dívida Pública (IGCP), publicados na página da entidade na agência Bloomberg, a procura desta emissão, com vencimento em abril de 2021, atingiu 1.722 milhões de euros.

No anterior leilão de OT com maturidade próxima de seis anos, que se realizou em outubro do ano passado e que vence em junho de 2020, Portugal colocou 1.000 milhões de euros a uma taxa de 1,8563%.

O leilão de hoje foi o terceiro leilão de OT deste ano, depois de Portugal ter conseguido emitir um total de 2.749 milhões de euros nos dois leilões anteriores (ambos com maturidades em outubro de 2025), que se realizaram em fevereiro.

“Continuamos a ver descer o custo médio da dívida portuguesa, com sucessivas colocações com taxas abaixo da média da nossa dívida o que, a prazo, há-de ter um efeito positivo”, afirma Filipe Silva, diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa. O especialista assinala, no entanto, que “mesmo sendo taxas historicamente baixas, são das mais altas na Europa. A seguir à Grécia o país que paga taxas mais elevadas para se financiar é Portugal”.

 

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