Em três dias foram resgatados mais de 5 000 imigrantes das águas do Mediterrâneo com destino à costa italiana. Na operação de resgate, que conta já com o número de imigrantes salvos mais elevado de sempre, há a registar 17 mortes.

A operação de resgate foi coordenada pela Guarda Costeira na quinta-feira, com a ajuda de navios alemães, britânicos e irlandeses, sob o comando da agência europeia de fronteiras Frontex.

A Frontex, em comunicado, explica que as operações de resgate foram levadas a cabo por navios britânicos, malteses, belgas e italianos apoiados por aviões da Islândia e da Finlândia, enquadrados na operação Triton e coordenados pela agência.

“Foi a ‘maior onda’ de imigrantes de 2015″, sublinhou o diretor executivo do organismo, Fabrice Leggeri.

Já na quinta-feira, 741 imigrantes vindos da Líbia tinham sido resgatados, no Canal da Sicília, pela Guarda Costeira italiana. O grupo repartia-se por cinco botes e um barco, segundo o jornal brasileiro O Dia.

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Centenas de barcos tentam, todos os dias, tentar chegar às costas europeias pelo mar Mediterrâneo. Desde o início do ano, mais de 40.400 imigrantes clandestinos desembarcaram na Itália e perto de 1.800 morreram ou desapareceram durante a travessia, segundo o último boletim da Organização Internacional para Migrações (OIM), que não inclui as operações desta sexta.

O destino dos imigrantes resgatados são os portos do sul de Itália, onde chegaram desde o princípio do ano mais de 36 mil pessoas que cruzaram o Mediterrâneo em busca de uma nova vida no continente europeu.

[Notícia atualizada domingo, 31-04-2015, com os últimos dados da Frontex]