Mais de metade (55%) dos profissionais de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) tem um vencimento mensal superior a 1.300 euros e 15% recebe mais de 1.800 euros por mês, diz o estudo que a Landing.jobs (antiga Jobbox) divulgou esta quinta-feira. Apenas 27% ganha menos do que mil euros por mês.

De acordo com os dados divulgados pela empresa que atua no mercado de recrutamento de profissionais de TIC, cerca de 25% dos técnicos desta área têm formação profissional, mas não académica, 37% são licenciados e 38% têm formação a nível de mestrado e doutoramento.

Os profissionais de TIC com formação profissional, mas não académica, ganham mais do que os recém-licenciados nos primeiros anos da carreira: mais de 300 euros líquidos por mês. Contudo, no longo prazo, a diferença vai diminuindo, de acordo com os dados divulgados pela Landing.jobs.

Os estudantes que deixam os estudos a meio também devem pensar duas vezes: o estudo mostra que metade dos profissionais que não consegue concluir estudos ganha menos de mil euros por mês.

Aqueles que terminam a licenciatura entram no mercado de trabalho a ganhar, em média, mil euros líquidos por mês. E recebem um aumento anual de 50 a 100 euros. Na faixa etária dos 40, metade dos profissionais tem um salário superior a 1.800 euros.

Mais de 90% dos inquiridos quer trabalhar à distância

Quando o assunto é a emigração, 60% dos inquiridos pela Landing.jobs diz que esta é “uma opção viável”. Mas com uma ressalva: a maioria dos inquiridos refere que só emigraria se lhes pagassem o dobro do que recebem em Portugal.

A percentagem aumenta entre os profissionais mais jovens (menos de 26 anos): 83% está disponível para ir para fora caso a oportunidade surja. Aqueles que têm menos de 30 anos aceitariam ir para fora com um aumento de 30% a 100%. Outra conclusão da Landing.jobs: 93% dos inquiridos responderam que gostariam de trabalhar à distância, em regime de teletrabalho. Destes, 63% teria preferência por estar num espaço de cowork e 37% a partir de casa.

Entre os fatores mais valorizados pelos profissionais, a cultura e visão do ambiente de trabalho e as oportunidades de aprendizagem lideram. Logo a seguir, estão as oportunidades de crescimento. A remuneração aparece mais tarde na tabela: é o oitavo fator mais apreciado pelos profissionais.

O estudo da Landing.jobs também concluiu que os inquiridos com menos de 30 anos estão mais inclinados a trabalhar em startups ou em pequenas empresas e que os mais velhos (com mais de 40) preferem as empresas de maior dimensão.

Esta quinta-feira, decorreu o “Landing.jobs Festival”, um “festival de emprego” na Marina de Lisboa, que pretende ir ao encontro das necessidades das empresas e dos candidatos. Entre as empresas que andaram à procura de candidatos, estão as portuguesas Feedzai, Farfetch, Uniplaces, WeDo Technologies ou OutSystems. De fora, chegaram empresas como a londrina DigitasLBi e a espanhola Typeform.