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Não é de si. A internet está (mesmo) a ficar mais lenta

Este artigo tem mais de 5 anos

Em três anos, o tamanho médio das páginas web duplicou. Por isso, não é só da sua ligação à rede: a web está mesmo a ficar mais lenta.

Embora o aumento seja na ordem dos milésimos, cada segundo conta
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▲Embora o aumento seja na ordem dos milésimos, cada segundo conta

AFP/Getty Images

▲Embora o aumento seja na ordem dos milésimos, cada segundo conta

AFP/Getty Images

A sua ligação à internet não é lá muito rápida? Talvez queira conhecer estas quatro dicas para melhorar a cobertura Wi-Fi em sua casa. Ainda assim, fique desde já a saber que se a sua ligação demora muito tempo a carregar páginas na internet, o problema pode não ser só seu. É que a web está mesmo a ficar mais lenta.

Atualmente, de acordo com a CNN Money, uma página da web tem em média 2.1 megabytes de tamanho. E, segundo dados do HTTP Archive, este valor é duas vezes maior do que há três anos.

O aumento resulta das novas funcionalidades, scripts e conteúdos multimédia que a maioria dos sites parece estar a incorporar nas páginas. Sejam leitores de vídeo, imagens com grande definição, plug-ins de interatividade (como caixas de comentários, por exemplo) ou até mesmo scripts de recolha de dados estatísticos de acesso ao próprio site (e que os utilizadores nem sequer conseguem ver). Tudo isto representa um peso acrescido no tamanho das páginas, já que os códigos e algoritmos são também mais complexos do que antes.

As imagens e os vídeos são os elementos que mais pesam nas páginas e ocupam quase 3/4 dos conteúdos nelas presentes, um valor médio que, apesar do aumento do tamanho das mesmas, se manteve relativamente constante nos últimos anos. Mas houve uma mudança significativa no panorama: o número de sites que usam tipos de letra personalizados aumentou. Há três anos, o peso que os tipos de letra ocupavam na equação era de 1%, valor que se encontra agora nos 5%, segundo dados do HTTP Archive.

No entanto, há outros elemento a contribuir para a subida da média: os melhores e mais complexos métodos de encriptação usados e, também, o congestionamento da rede, capacidade de processamento, tipo de browser ou o número de abas e programas abertos no computador. Além disso, o “código-fonte” dos sites é agora escrito de forma a que as páginas se adaptem aos vários ecrãs, seja em computadores, tablets ou telemóveis, adianta a CNN.

Com tudo isto, a web está a ficar mais lenta, embora este aumento seja na ordem de apenas alguns milésimos de segundo. Ainda assim, com a oferta a aumentar e com novos sites a nascerem todos os dias, cada segundo conta. E uma página demasiado lenta poderá levar potenciais utilizadores a optarem pela “concorrência”.

(Editado por Diogo Queiroz de Andrade)

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