Vai-se ao dicionário, escreve-se mascote e, na primeira linha dos significados, lê-se que, em jeito informal, a palavra significa “boa sina”. Quando a formalidade se junta à descrição, aí uma mascote já dá para ser “um amuleto cuja figura dá felicidade”. Os Jogos Olímpicos existem há mais de 100 anos, mas só desde 1968 é que o Comité Olímpico Internacional se lembrou de começar a criar mascotes para cada edição, fossem elas no verão ou no inverno. Aí se deu início à tradição que fez com que o Brasil voltasse a ser amigo da onça.
A expressão é conhecida e, na gíria popular, usa-se quando se quer descrever quem parece ser amigo mas, no fundo, é alguém falso e interesseiro. Este termo não nasceu por acaso. Foi inventado por Péricles Maranhão, um cartoonista brasileiro já falecido que até criou uma banda desenhada baseada num personagem chamado (só podia) Amigo da Onça. Inspirada, ou não, neste pedaço de história, a verdade é que o Comité Olímpico Brasileiro apresentou na terça-feira uma mascote para a acompanhar a delegação do país nos jogos do Rio de Janeiro.
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É uma onça, chama-se Ginga e “vai representar todos os torcedores e atletas”. Veste-se de verde e amarelo, tal e qual a bandeira do país, e, calculamos, vai aparecer em todo e qualquer sítio onde estejam brasileiros a competir. Foi esta mascote que nos indicou a deixa para recordarmos, numa fotogaleria, as mascotes das anteriores edições dos Jogos Olímpicos de verão. Fomos à caça de imagens, mas não conseguimos encontrar três — o cão Waldi, de 1972 (Berlim, Alemanha), o castor Amik, de 1976 (Montreal, Canadá) e Cobi, outro cão, este de uma raça catalã, de 1992 (Barcelona, Espanha).