A ministra da Justiça negou esta sexta-feira, no Parlamento, que tenha utilizado dirigentes públicos para verificar se o programa do PS continha medidas aplicadas por este Governo.

Numa resposta direta a uma interpelação do deputado socialista Jorge Lacão relacionada com informação divulgada pelo Diário de Notícias , Paula Teixeira da Cruz disse que o que ocorreu foi “uma monitorização, uma verificação, como é habitual”, das medidas adotadas pelo Governo.

“O que aconteceu no âmbito desta monitorização, que é normal, foi, tendo-se verificado que havia um conjunto de medidas muito semelhantes às implementadas pelo Governo, foi pedido que se verificasse se essas medidas estavam contidas nas nossas propostas”, disse a ministra, que foi ao Parlamento para debater o Estatuto da Vítima.

Lacão frisou que o pedido tinha sido feito por correio eletrónico por uma adjunta da ministra a pedido da chefe de gabinete desta e que visava verificar “ponto por ponto” se as propostas eleitorais do PS para a área da justiça coincidiam com medidas adotadas pelo Governo.

Em causa está a manchete desta sexta-feira do DN, que noticia que a ministra utilizou dirigentes públicos para saber se o programa do PS para a área da justiça coincidia com as medidas adotadas pelo executivo.

Segundo o DN, os diretores-gerais receberam um correio eletrónico (e-mail) a pedir, com urgência, que identificassem, de um conjunto de medidas, as que já tivessem sido realizadas pelo atual governo ou estivessem em vias de o ser.

“O gabinete ocultou, porém, que o conjunto de ideias tinha sido retirado do programa eleitoral do PS, disponível no site oficial do partido”, escreve o DN.