Desempregados licenciados em ciências, matemáticas, engenharias ou tecnologias preparem-se: a InvestBraga – Agência para a Dinamização Económica de Braga, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a Universidade do Minho vão começar a selecionar na próxima semana as 100 pessoas que vão integrar a primeira fase do Qualifica IT.

De que se trata? De um programa que visa dotar 200 desempregados até ao final de 2016 com as competências adequadas às necessidades das empresas na área do software. Ou seja: dar-lhes formação nas principais tecnologias e linguagens de programação.

A aposta na reconversão de competências na área das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) junta, neste momento, mais de 20 empresas. O programa só começa em setembro, vai estender-se durante sete meses e 600 horas de formação e termina com um estágio de três meses numa das empresas participantes. As candidaturas abrem a 29 de julho, durante a apresentação oficial.

“Precisamos de talento para atrair investimento” disse Carlos Oliveira, presidente do InvestBraga, acrescentando afirmando que o programa resulta da perceção da “procura crescente de recursos existentes para a área das TIC” e da “necessidade de gerar quadros qualificados para responder às solicitações das empresas do setor”.

Até final de 2016, a InvestBraga pretende ter ajudado a formar 200 novos quadros qualificados em TIC. Octávio Oliveira, secretário de Estado do Emprego, diz que “o objetivo final do programa é que os jovens saiam do lado errado da equação e passem para o lado correto, que é o emprego”.

Octávio Oliveira sublinhou ainda que “não podem existir oportunidades de trabalho que não sejam aproveitadas” já que “apesar da elevada taxa de desemprego há dificuldade em preencher lugares nas áreas da programação, da economia digital e da robótica”.

No artigo que o Observador publicou a 16 de julho, entre os 63 cursos com desemprego zero no país, sete estavam ligados à informática. No final do ano, a Comissão Europeia estima que vão ficar 8.100 vagas de emprego por preencher em Portugal na área das TIC, segundo um relatório publicado pela instituição em janeiro de 2014. Em 2012, ficaram 3.900 e em 2020, estima-se que fiquem 15 mil. No total dos 27 Estados-membros da União Europeia, a comissão estima que fiquem 913 mil vagas por preencher no setor.