Banksy resume-se numa frase: é um pseudónimo que batizou o artista urbano que, através de graffitis, tem espalhado a sua arte um pouco por todo o mundo. Ninguém sabe quem é, como se chama e se é homem ou mulher. No seu site não há biografias, textos ou informações, só quatro fotografias do trabalho já feito e um vídeo. Dois exemplares desse trabalho estão prestes a ser leiloados — um está em Detroit, nos EUA, outro encontra-se em Bethlehem, na Faixa de Gaza. E a serem arrancados das paredes que os acolheram.

A primeira obra está na parede de uma das muitas fábricas abandonadas que existem em Detroit, cidade que Bansky visitou em 2010, por altura do lançamento de “Exit Through The Gift Shop”, um documentário sobre o artista. O graffiti, esse, chama-se “I Remember When All Of This Was Trees”, ou “Lembro-me quando tudo isto era árvores”, na tradução literal para português.

(Tweet que mostra o mural, em Detroit, onde Bansky pintou uma das obras que será leiloada.)

Este pedaço de arte urbana — que mostra uma criança, a segurar um pincel, ao lado da mensagem que dá o título à obra –, escreve a BBC, é detido pela Julien’s Auctions, uma galeria de arte norte-americana, sem fins lucrativos. Os lucros do leilão reverterão para o financiamento de projetos de arte nas comunidades locais da cidade.

Já a segunda obra, “Donkey Documents“, algo como “Documentos de Burro”, encontra-se no muro que divide a Faixa de Gaza de Israel e retrata um soldado israelita a examinar os documentos de um burro. Foi pintada em 2007 e a galeria, no seu site, dá conta que já terá sido arrancada do muro, embora nada adiante sobre o graffiti desenhado originalmente em Detroit.

Com o leilão destas duas obras, que decorrerá a 30 de setembro, em Beverlly Hills, Los Angeles, estado da Califórnia, EUA, a Julien’s Auction estima vir a lucrar entre os 500 e os 900 mil euros.