A Força Aérea turca realizou durante a madrugada desta terça-feira uma serie de raides contra esconderijos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), no sul da Turquia, em resposta aos ataques mortais atribuídos segunda-feira aos separatistas curdos.

“Dezassete alvos foram atingidos com precisão na província de Hakkari”, avançou o Estado-Maior turco em comunicado.

Uma vaga de ataques perpetrados segunda-feira na Turquia matou pelo menos seis elementos das forças de segurança turcas e atingiu, entre outros alvos, o consulado dos Estados Unidos em Istambul.

Um grupo de extrema-esquerda reivindicou, entretanto, o atentado contra o consulado norte-americano em Istambul, enquanto os separatistas curdos turcos são apontados como responsáveis por outros dois ataques na capital económica da Turquia — um deles contra uma esquadra da polícia -, e incidentes na região sul do país.

Esta vaga de violência surge numa altura em que o governo turco intensifica a campanha contra o grupo separatista Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e após o envio de seis caças F-16 norte-americanos para a base de Incirlik, no sul da Turquia, para o combate contra o movimento autoproclamado Estado Islâmico (EI).

Na segunda-feira, duas mulheres abriram fogo contra o consulado norte-americano em Istambul, um edifício sob forte proteção localizado no bairro Istinye, na margem ocidental do Bósforo, estreito que separa a parte asiática da cidade de Istambul da parte europeia.

Uma das atacantes, que ficou ferida, foi detida pela polícia, segundo o gabinete do governador local.

A outra mulher, que conseguiu fugir, foi identificada como Hatice Asik, de 42 anos, uma militante do DHKP-C (Partido/Frente Revolucionária de Libertação do Povo), segundo a agência de notícias estatal turca Anatolia.

O DHKP-C confirmou entretanto a identidade da militante através da sua página na Internet e prometeu que “a luta vai continuar até que o imperialismo e os respetivos colaboradores deixem o país e que cada centímetro do território seja libertado das bases norte-americanas”.

Em 2013, este grupo radical reivindicou um atentado suicida contra a embaixada norte-americana em Ancara que fez um morto. As autoridades turcas consideram que este grupo é próximo do PKK.