Conhece o projeto Android One? É uma família de smartphones de última geração, equipados com a versão original do Android, colocados no mercado a preços mais acessíveis e que são dos primeiros a receber atualizações diretamente da Google.

Esta quinta-feira, o projeto chegou a Portugal e Espanha por intermédio da BQ. A marca espanhola anunciou a parceria com a Google em conjunto com um novo telemóvel — o Aquaris A4.5 — no Campus Madrid, em Espanha.

Ao Observador, Vicky Campetella, responsável de comunicação da Google em Portugal e Espanha, explicou que “a ideia é trazer um telemóvel de boa qualidade e a um preço competitivo aos espanhóis e aos portugueses”. “Vai ajudar a acelerar a transformação económica e social que o telemóvel está trazendo para os nossos países”, acrescentou.

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BQ Aquaris A4.5

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As duas versões do novo telemóvel da BQ: branco e preto. (Imagem: BQ)

Primeiro, o preço: 179,90€. O novo smartphone da BQ custa mais dez euros em Portugal do que em Espanha, algo que a marca justifica com despesas superiores na distribuição do produto.

Depois, as especificações técnicas:

  • Câmara traseira de 8 mega-píxeis, com flash e foco automático. Filma em HD (720p);
  • Câmara frontal de 5 mega-píxeis. Também filma em HD;
  • Ecrã multitouch (cinco pontos sensíveis ao toque) de 4.5 polegadas. Resolução de 540 x 960;
  • 10,5 GB disponíveis para armazenamento (espaço total: 16 GB), com 1 GB de memória RAM;
  • Ranhura para cartão de memória MicroSD e ranhura para dois cartões SIM (dual-SIM);
  • Tem LED de notificações e tecnologia de som Dolby, com dois microfones;
  • Wi-Fi, Bluetooth, rádio FM, GPS e 4G;
  • Outros sensores: giroscópio, acelerómetro, sensor de brilho, sensor de proximidade, sensor magnético e bússola eletrónica.

8,75 milímetros e 115 gramas. Pormenor do perfil do Aquaris A4.5 (Imagem: Flávio Nunes/Observador)

Em relação ao processo de desenvolvimento do Aquaris A4.5, Pablo García, gestor de hardware da BQ, contou ao Observador que a marca tentou “encontrar um equilíbrio entre o preço e todas as especificações que os utilizadores podem esperar” do telemóvel. A equipa da BQ quis ainda aperfeiçoar o sistema de dissipação de calor, melhorar a autonomia do aparelho — optaram por uma bateria de 2.470 miliampere-hora — e incluir um processador com “capacidade suficiente” para responder às principais  exigências dos utilizadores — um Quad Core da MediaTek, de até 1 GHz.

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Quanto às expectativas de mercado, Alberto Mendéz, diretor geral da BQ, disse ao Observador que o smartphone vai “continuar a ser o produto de tecnologia, eletrónica e consumo mais vendido do mundo”, pelo que o mercado “continua a crescer”. No entanto, reconhece que “a tecnologia evolui tão rápido e é tão sujeita a mudanças que haverá processos de atualização dos dispositivos”.

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“A estratégia da BQ é tentar que as crianças possam vir a ser um dia criadores de tecnologia. A nossa missão é passar tudo o que temos vindo a aprender fazendo este tipo de projetos, e convertê-lo e simplificá-lo para que os jovens possam vir a construir produtos de tecnologia”, concluiu o diretor.

Editado por Pedro Esteves.