O eclipse já passou – o último de uma série de quatro –, as superluas ainda temos mais uma este ano, no dia 27 de outubro. A sequência de três superluas não é um fenómeno muito raro, mas ainda assim é digno de nota. Por isso, aproveite para ver nascer a Lua cheia no céu às 18h03 (hora de Lisboa) e deixe-se fascinar não só pelo facto de ser uma superlua, como pela ilusão de que a Lua é maior quando está perto do horizonte – mas é mesmo só uma ilusão.

Quando a Lua cheia coincide (ou quase) com o momento em que a Lua está mais perto da Terra durante a sua órbita (perigeu), temos uma superlua. Em outubro, a Lua cheia ocorre às 12h06 (hora de Lisboa) de dia 27 e o perigeu quase um dia antes, às 13h01 de dia 26, refere o Observatório Astronómico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (OAL). Setembro ganhou na espectacularidade do fenómeno porque o perigeu aconteceu com 66 minutos de diferença da Lua cheia, porque foi o perigeu mais curto do ano e, claro, porque a isto se juntou um eclipse.

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Além da Lua veja Saturno nas noite de outurbo. O planeta de tom amarelado será o único planeta visível a olho nu no céu noturno. Aparece ao anoitecer, a sudoeste, na constelação de Balança. Se tiver um telescópio à mão, aproveite para procurar também, durante a noite, Úrano e Neptuno, na constelação de Peixes e de Aquário, respetivamente.

Pela manhã, e se tiver vontade de se levantar ainda antes do raiar do dia, conseguirá ver Vénus e Marte na constelação de Leão, a este, e mais tarde, na mesma constelação, mas a oeste, pode encontrar Júpiter. Também ao nascer do dia aparece Mercúrio na constelação de Virgem, a este.

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Se decidiu acordar cedo para ver Vénus e Marte antes do raiar da aurora, pode ter a sorte de ver também umas estrelas cadentes – da chuva de meteoros das Dracónidas – entre os dias 6 e 10. O máximo de atividade, desta chuva de meteoros que parece sair da constelação de Dragão, é dia 9 às 6h40 (hora de Lisboa), mas não se esperam mais de dois meteoros por hora. Com um período mais alargado, de 2 de outubro a 7 de novembro – máximo a 21 – e uma média de 20 meteoros por hora, terá a chuva de meteoros das Oriónidas, cujo radiante (ponto de onde parecem sair) é a constelação de Orionte.

“Como tanto as Dracónidas como as Oriónidas são chuvas de fraca intensidade, para as observar aconselhamos evitar noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades, e procurar um horizonte desimpedido”, aconselha o OAL.

As Dracónidas também são conhecidas por Giacobínidas devido ao cometa que lhes deu origem, o cometa 21P/Giacobini–Zinner. Este cometa é um visitante assíduo do sistema solar – volta a cada 6,46 anos – e foi detetado pela primeira vez no final de 1900.

Já as Oriónidas têm origem num dos mais conhecidos cometas que passam pelo nosso sistema solar: o cometa Halley. A última vez que o vimos foi em 1986 e não voltará antes de 2061. Até lá pode tentar ver a chuva de meteoros a entrar na atmosfera terrestre – poeiras e pedaços de rocha libertados pelo cometa e arrastados na pela sua cauda.