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O preço do gás natural estava esta quarta-feira a subir mais de 3% e alcançou os 100 euros por megawatt-hora (MWh), tocando novos máximos desde 2022, quando chegou a situar-se nos 350 euros por MWh na sequência da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
Pelas 13h57 de Lisboa, o preço do gás natural TTF registava uma subida de 3,10% para 100,30 euros por MWh, segundo dados recolhidos pela agência espanhola EFE.
O aumento do preço do gás deve-se às tensões geopolíticas no Médio Oriente e à restrição do abastecimento de gás natural liquefeito (GNL), a que se somam os níveis dos reservatórios europeus, que se situam abaixo da média.
Desde o início do ano, o preço do gás natural na Europa já disparou cerca de 250% e, desde o início da guerra no Médio Oriente, a valorização aproxima-se dos 200%.
Segundo os analistas da XTB, os aumentos devem-se “às tensões geopolíticas no Médio Oriente e às preocupações quanto à disponibilidade de abastecimento durante o inverno”.
A XTB salientou recentemente que os stocks europeus se situam em cerca de 75% da sua capacidade, o que representa um nível “excecionalmente baixo” para esta altura do ano.
Esta situação de reservas mais reduzidas aumenta a sensibilidade do mercado face a possíveis interrupções nos fluxos de gás natural provenientes do Golfo Pérsico.
Os membros do Fórum dos Países Exportadores de Gás (FPEG), conhecido como a “OPEP do gás”, aprovaram na terça-feira, após a sua cimeira em Moscovo, uma declaração final na qual expressaram a sua determinação em reforçar o papel da organização na cena internacional.
Entre outros assuntos, acordaram criar mecanismos de reação a crises no mercado do gás e promover a transição para uma economia com baixas emissões de carbono através do uso de gás natural e fortalecer a liderança ecológica deste hidrocarboneto.
O texto destaca também a crescente importância do gás natural para o desenvolvimento sustentável e a promoção da estratégia de mitigação e adaptação às alterações climáticas.
Os países membros, além de defenderem o direito soberano sobre os recursos naturais no seu território, defenderam a diversificação das rotas de abastecimento e salientaram a importância de um preço justo para o gás através da celebração de contratos de longo prazo, da diversificação dos mecanismos de fixação de preços e da introdução de tecnologias modernas.