Até poderíamos pensar que a moda dos piercings estava morta e enterrada nos anos 90 (e em muitos umbigos de fãs de Britney Spears e da Spice Girl, Mel C.). Mas Kendall Jenner provavelmente acabou de a desenterrar  quando  mostrou ao mundo o seu piercing no mamilo num desfile de Diane Von Furstenberg, na semana da moda de Nova Iorque.

A modelo pode ter trazido a moda dos piercing de volta, mas está em cima da tendência do momento: a rebeldia com moderação.

Segundo o Mashable, tatuagens e piercings nunca chegaram a sair definitivamente de moda, mas agora a tendência é fazê-los com moderação e discrição. Há cada vez mais pessoas com tatuagens, mas as tatuagens também são cada vez menores (em termos de centímetros quadrados de pele) e de exeburância.

O Observador falou com um tatuador profissional que confirma esta “modinha”, como ele lhe chama. “Há cada vez mais pessoas a fazer tatuagens, mas cada vez mais pequeninas”, disse Sérgio, tatuador há três anos. O que está mais na moda são os infinitos, as estrelas, os corações, ou uma inicial qualquer. Desenhos simples e em sítios mais escondidos, como as costelas, a parte interna do braço ou o calcanhar.

“Quero uma coisa pequenina, que dê para esconder”, é o pedido que Sérgio mais ouve, em especial nos últimos seis meses e sobretudo da boca de mulheres. Baseado na sua experiência, as mulheres são as que mais têm aderido a esta tendência clean. “É um fenómeno de moda, é uma modinha.” Mas onde começou? Sérgio não tem a certeza, mas pensa que é capaz de ser um fenómeno de imitação, “como quando o The Rock  [o ator Dwayne Johnson] fez uma tribal gigante no braço, depois todos queriam uma igual”.

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Que famoso ou famosa lançou a moda, não sabemos, mas bem que poderia ter sido a cantora Lana Del Rey que tem várias “micro-tatuagens”.

E o fenómeno das estrelinhas?  Sérgio acha que independentemente do significado que possam ter para quem as escolhe, há outra razão, mais prática: “A estrela é muito escolhida porque é das coisas mais pequeninas que dá para desenhar na pele”. Ou seja, uma tendência, dentro de uma tendência. Rebeldia sim, mas q.b. .