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Astronomia

Cometa Catalina: passa agora e talvez nunca mais

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O cometa Catalina foi descoberto há dois anos, na noite de Halloween. Este mês estará visível a olho nu com o seu tom verde e poderá ser a única passagem pelo Sol que a humanidade pode observar.

O cometa Catalina visto a 11 de agosto de 2015 por Ian Sharp a partir da Austrália

Ian Sharp via NASA

A noite de 31 de outubro é especial, pelo menos para os astrónomos. Faz precisamente dois anos que foi descoberto o cometa Catalina, pelo Catalina Sky Survey, um centro de observação do espaço na Universidade do Arizona (Estados Unidos). Quando foi observado pela primeira pensava-se que se tratava de um asteroide – daí a designação US10 no nome de código (C/2013 US10) -, mas depois confirmou-se que era mesmo um cometa.

Expulso da Nuvem de Oort, provavelmente devido à colisão com outro corpo celeste, Catalina está numa viagem em direção ao Sol há um milhão de anos, referiu o blogue Telescopes.com. Depois de dar a volta ao Sol, pode voltar para o espaço profundo e nunca mais cá voltar.

A localização do cometa Catalina, no dia 25 de novembro, aos olhos de um observador em Lisboa - OAL/FCUL

A localização do cometa Catalina, no dia 25 de novembro, aos olhos de um observador em Lisboa – OAL/FCUL

Catalina, o cometa C/2013 US10, tem vindo a aumentar o brilho no céu e nos últimos dias de novembro será possível vê-lo a olho nu. O Observatório Astronómico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (OAL/FUCL) indica que a melhor altura para observar o cometa é dia 25, às 6 horas. Olhe na direção de sudeste, procure a constelação de Virgem no horizonte e tente aí encontrar o cometa de cabeleira verde. Mas avisamos já que vai ser um desafio.

Mais sorte poderá ter com os planetas visíveis no céu. Vénus e Marte também estarão na constelação de Virgem como o cometa. Tente olhar a este antes do raiar da aurora, recomenda o OAL. Também a este e pela madrugada aparece Júpiter, mas na constelação de Leão. Para aqueles que preferem observações noturnas, ou pelo menos ao anoitecer, Saturno estará na constelação de Escorpião a sudoeste.

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Ainda a percorrer o céu noturno estarão as chuvas de meteoros das Oriónidas e das Leónidas. Mas, como alerta o OAL, “nesta altura do ano, o céu encontra-se habitualmente muito nublado, o que dificulta a observação”. O pico de atividade das Oriónidas, cujos meteoros resultam da passagem do cometa Halley, foi em outubro e acaba a 7 de setembro.

Já as Leónidas, que como o nome indica parecem sair da constelação de Leão, vão ter a sua atividade entre os dias 6 e 30 de novembro. As Leónidas são meteoros que entram na atmosfera da Terra vindos do rasto da passagem do cometa Tempel-Tuttle em 1998 – e que só voltará ao centro do sistema solar em 2031.

Como a constelação de Leão só começa a aparecer no céu depois da meia-noite a nordeste, vai ter de esperar pela segunda metade da noite para ver alguma coisa. No dia 18 de novembro, às 4 horas, quando se dá o pico de atividade, podem ver-se 100 meteoros por hora. Aproveite o fim de semana e tente a sua sorte, mas já sabe que tem de se afastar dos centros urbanos porque a poluição luminosa não é amiga destas observações.

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Texto de Vera Novais, grafismo de Andreia Reisinho Costa.
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