O prémio ‘Europeu do Ano’ é dedicado “às 11 milhões de pessoas que vivem em Portugal” pelo êxito do país na saída do programa de assistência financeira, salientou o comissário europeu para a economia digital.

Günther Öttinger falava durante a entrega do galardão Golden Victoria Europa, que decorreu em Berlim.

Portugal conseguiu “encontrar o caminho para mais emprego e competitividade”, disse o comissário europeu para a Economia e Sociedade Digitais, acrescentando que o prémio é também um pedido aos portugueses para que “possam manter uma estabilidade” política, económica e financeira, “sem oscilações”.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Rui Machete, considerou que, independentemente de quem vier a governar o país, o prémio “traz uma grande responsabilidade para Portugal” e o dever de o próximo governo “manter o rumo”.

Em declarações à agência Lusa em Berlim, Machete destacou o auxílio prestado pela Alemanha mas recordou que Portugal cumpriu com as suas obrigações.

“Também cumprimos com o que nos foi pedido e ajudamos a Alemanha a justificar o seu papel de liderança”, sublinhou.

O galardão simboliza “o reconhecimento de um percurso de sucesso” no contexto europeu “assente na coragem, determinação e espírito de sacrifício do povo português”, disse o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português.

Rui Machete, que discursou em alemão, frisou que a Alemanha e Portugal partilham não só uma “convicção europeísta” mas também uma “relação de grande proximidade”, potenciada pela cooperação económica, financeira e cultural.

“O português é atualmente a terceira língua mais falada a nível mundial” mencionou Rui Machete, acrescentando que a língua portuguesa tem permitido aos investidores alemães “acesso a importantes mercados lusófonos, como o Brasil, Angola e Moçambique”.

O Prémio Golden Victoria Europa 2015, considerado o maior galardão alemão na área dos media, é oferecido pela associação VDZ, que representa mais de 400 editores e seis mil publicações na Alemanha e a nível internacional.

Esta distinção foi atribuída em 2014 à Estónia, Letónia e Lituânia e já também distinguiu o ex-presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso, o primeiro-ministro irlandês Enda Kenny, e o ex-chefe do Governo polaco Donald Tusk.