A polícia espanhola deteve na madrugada de hoje três marroquinos residentes em Madrid, alegadamente vinculados ao Estado Islâmico, suspeitos de estarem a preparar atentados terroristas em território espanhol. 

De acordo com um comunicado do Ministério do Interior espanhol, os três homens constituíam “um grupo vinculado à organização terrorista DAESH” (acrónimo árabe para o autodenominado Estado Islâmico). Fontes da investigação citadas pelo próprio ministério indicaram que “os detidos estavam dispostos a levar a cabo, a qualquer momento, atos terroristas como os que aconteceram recentemente em outros países” próximos de Espanha.

O ministério não precisou quais os atentados e países, mas França e Tunísia foram palco no último ano de atentados realizados por terroristas isolados de uma estrutura formal do Estado Islâmico (denominados “lobos solitários”) contra transportes públicos ou museus.

O jornal El País acrescenta que os detidos, através de conversações telefónicas ou por internet, falavam da necessidade de “atuar já em Espanha”, ainda que sem adiantarem pormenores das supostas operações.

Em declarações já esta manhã, o ministro do Interior, Jorge Fernández Díaz, afirmou que se trata de pessoas muito diferentes dos recentes detidos por captação de pessoas para se unirem aos jihadistas, já que estes “estavam prontos a cometer atentados” e tinham “acesso a armas”. As casas dos três suspeitos foram revistadas pelas autoridades. Dois deles foram detidos na Cañada Real, uma zona conhecida como “o supermercado da droga”, e o terceiro em Vallecas.

Espanha é o país europeu que fez mais operações contra membros do Estado Islâmico. Com a operação de hoje, ascendem a 60 os detidos em espanha por suspeita de ligações ao terrorismo islâmico, a que se juntam outras 27 pessoas apanhadas noutros países, especialmente Marrocos.

Em quatro anos foram detidos 171 pessoas por jihadismo.

O Governo espanhol mantém o alerta antiterrorista no nível alto (quarto escalão em cinco).