Luís Marques Mendes elogiou esta noite na SIC o novo Governo de António Costa, mas considerou que o equilíbrio de António Costa será difícil. “Só por sorte corre sempre bem”, avisou.

Primeiro, os elogios. Analisou os vários ministros e dividiu-os em várias categorias como os poderosos, as surpresas (José Azeredo Lopes, Constança Urbano Sousa ou Francisca Van Dunem) ou os políticos. Disse ter expetativas elevadas em relação aos novos ministros da Economia (Caldeira Cabral) e Saúde (Adalberto Campos Fernandes). No geral, elogiou as escolhas. “Globalmente, é um bom Governo”, considerou, destacando apenas duas falhas: “precisava ter um figura de peso ou de referência da sociedade e da política como António Vitorino, Luís Amado ou Jorge Coelho” e é um “Governo eminentemente de Assembleia, sem um número 2, porque o verdadeiro número 2 está na Assembleia, é Carlos César”.

E isso, prosseguiu Mendes, acarreta riscos. “Às quintas-feiras, há a reunião normal do Conselho de Ministros. Às terças-feiras, há na Assembleia um outro conselho de ministros na prática, presidido por Carlos César [com os partidos de esquerda]”, disse. “Como é que vai articular isto tudo? Só por sorte corre sempre bem”, avisou.

O ex-presidente do PSD, mesmo assim, está convencido que Costa vai governar ao centro porque será pressionado a isso “pelos investidores, os puxões de orelhas de Bruxelas e a desconfiança dos mercados”. Mas conta que o socialista fique à espreita do melhor momento nas sondagens para provocar eleições antecipadas.

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Segundo Mendes, Costa tem cinco desafios pela frente: aprovar o Orçamento para 2016, resolver as concessões do Metro e da Carris, vender o Novo Banco (“vai ser a primeira colisão”, sendo que Mário Centeno se dá mal com o governador do Banco de Portugal e Carlos Costa e Sérgio Monteiro “são alvos a abater”, explicou); o Plano de Estabilidade em abril e, por fim, o Orçamento para 2017. “Pago para ver como vai ser feito e aprovado. Vai ser o grande momento, o momento crítico, crítico para a aliança das esquerdas”, considerou.

Por fim, o comentador questionou por que razão António Costa ainda não divulgou a carta enviada a Cavaco para responder às exigências feitas e que, sabe-se hoje, foram consideradas insuficientes pelo Presidente.